
Um grupo de amigos brasileiros radicados há muito tempo em Nova Iorque resolvem fazer uma festa de aniversário regada ao som do velho forró para apaziguar um pouco a saudade da terrinha. O público da festa fica vidrado no ritmo nordestino e o que inicialmente era brincadeira, acaba virando um trabalho sério e conceituado – tendo inclusive como um de seus entusiastas David Byrne, que cantou no primeiro disco deles. Essa foi mais ou menos a história do sexteto Forró In The Dark, que se apresentou pela primeira vez em sua terra natal na sexta-feira passada, tendo como palco a choperia do Sesc Pompéia.
O repertório do show foi feito basicamente dos dois registros sonoros do grupo, o disco Bonfires Of São João (2006) e o recém-lançado EP Dia de Roda. Aliás, não tinha data melhor para a banda estrear no Brasil, já que no mês de junho os ritmos nordestinos estão em voga devido as tradicionais festas juninas.
Mas o grande lance do Forró In The Dark é que eles revisitam o gênero meio que o subvertendo. No lugar da indispensável e característica sanfona, a banda utiliza baixo, guitarra e pífano – uma espécie de flauta – e saxofone em algumas músicas. Mas a zabumba, o atabaque e o triângulo estão ali marcando o tempo.
E pelos diversos casais que arriscaram alguns passos no salão – que iam de jovens “descolês” a alguns senhores austeros – deu pra perceber que a sanfona não fez falta alguma e que a banda demorou pra tocar por aqui, mas foi recompensada. Afinal, nada deve ser mais frustrante para um grupo de forró do que uma pista de dança carente de alegria.









