
Iniciado há 23 anos nos moldes dos antigos “concursos de bandas”, o South By Southwest (SXSW) cresceu e se tornou um evento único: durante dez dias passam pela cidade de Austin, capital do estado norte-americano do Texas, cerca de 1500 apresentações musicais. O festival é enorme e dividido em três áreas: cinema, música e tecnologia. Mas o mais bacana é que tudo vai rolando ao mesmo tempo, nos mais diferentes lugares da cidade. Tudo em clima de festa. Participando da edição deste ano os gaúchos da L.A.B, figurinhas já carimbadas no Urbanaque, toparam nos contar o que de melhor rolou por lá. Confira abaixo as impressões do vocalista do trio Danilo Schneider.

A descoberta – Já tínhamos ouvido falar do Who Made Who na noite de quinta (18), dia do nosso show no SXSW 2010. Eles estavam tocando no pub ao lado no horário em que estávamos nos preparando no backstage para entrar em cena. Então não tínhamos como vê-los naquele dia. Mas no sábado, dia 20, na festa do site Do512.com chamada “The Big One”, com um vento assustadoramente frio, ao ar livre, pudemos finalmente conferir os caras. O Who Made Who é um trio dinamarquês, de Copenhagen, e faz uma linha disco nórdica/escandinava extremamente contemporânea com o baixista e o guitarrista cantando juntos. Destaque para o baixo oitavado e guita experimentalmente trabalhada com um e-bow. Segundo o Fê, nosso guitarrista, é um Franz Ferdinand melhorado. Não é para menos e não deixa de ser verdade. Ao vivo a performance do trio é fenomenal. Confiram em http://www.myspace.com/whomadewhomusic
O nosso melhor show – O nosso melhor show foi nosso único show! Yeah! Oficialmente o South by Southwest marca um único show para as bandas. Várias bandas acabam fazendo vários shows, principalmente em eventos patrocinados, festas fechadas e eventos extra-oficiais. Claro que agora que já conhecemos um pouco do caminho das pedras, será muito mais fácil para nós crivarmos o nosso schedule num futuro SXSW. Sim. A idéia é irmos de novo, fazer vários shows e emendar uma tour! Mas calma, um passo de cada vez não é? Estrategicamente falando, esta foi uma ida de estudo e reconhecimento. Nosso show foi fantástico, em um pequeno teatro tão fantasioso quanto um brinquedo da Disney. Todo colorido e cheio de criaturas estranhas… mezzo alegrinho-mezzo fantasmagórico, chamado Esther´s Follies. Como quase todos os eventos do SXSW nesses pubs pequenos, o objetivo era botar abaixo as estruturas do lugar. A resposta do público foi excelente! Após o show de rigorosos 40 minutos, tivemos um feedback muito massa de um público extremamente qualificado e diversificado: jornalistas, músicos, olheiros, produtores e afins, como é o público do South by Southwest. Gente de Austin mesmo, New York, Philadelphia, de vários países da Europa, além dos grandes amigos do The Name e do Copacabana Club, que tocou logo após a gente, fechando a noite. Inesquecível.

O melhor show que nós vimos – Difícil. Afinal, foi nossa melhor noite de shows. Tínhamos saído de um show acústico solo do Thurston Moore a 1,5m de distância, no Red 7, até foto com o velho-moço tiramos. Fomos correndo para outro lugar a milhas de distância chamado La Zona Rosa, conferir a performance simplesmente perfeita do Black Rebel Motorcycle Club e saímos mais que correndo, antes do término do show, para o Mohawk (outras milhas de distância), onde veríamos o melhor show do festival, de uma banda de New York, bem anos 90, chamada The Pains of Being Pure at Heart. Genial. O vocalista é o novo Morrissey, renovado, simpático, solícito, conversou e também tirou fotos conosco. Deviam caber naquela salinha do Mohawk umas 50 pessoas. Tinha 60. Embasbacadas. Foda demais. Se conhece a banda, já imagina o show. Se já viu o show, sabe do que estamos falando. Se não conhece, muito menos viu o show, corre lá: http://www.myspace.com/thepainsofbeingpureatheart
[TEXTO MURILO BASSO FOTOS L.A.B / FABRICIO VIANNA]










Olá!
A primeira foto é de autoria de Fabrício Vianna. Acho que seria interessante colocar o contato dele.
http://www.flickr.com/photos/fabriciovianna/4476980921/