Sim, amigos. O título deste post é o mais cristalino reflexo do que foi a minha viagem para o leste europeu, abarcando países cervejeiros tradicionalíssimos como Alemanha, República Tcheca e Áustria, e outros menos tradicionais como Hungria e Eslováquia, mas criadores de boas cervejas devido a proximidade das três potências citadas.
Não sei se vocês tem a noção de como é a correria de atravessar 5 países em tão curto espaço de tempo – porque, afinal, além de beber pra valer, tirei um tempinho pra apreciar as belas paisagens e monumentos históricos destes lugares que ficaram bem mais legais com tanta cerveja BOA na mente – e por isso as análises tradicionais do “pão líquido” ficaram meio prejudicadas e eu não vou me socorrer nos sites especializados para enganá-los, queridos leitores. Tiveram ainda 6 rótulos que não ganharam registro fotográfico devido a correria ou por pura leseira alcóolica mesmo.

Interior da Hofbräuhaus
Vou postar as fotos e observações básicas sobre todas as cervejas que foram consumidas durante a viagem conforme o roteiro que segui. E Munique, cidade alemã capital do estado da Baviera e detentora de mais de trezentas cervejarias, foi o ponto de partida. É lá que acontece a mundialmente famosa Oktoberfest (a edição deste ano é a de número 200!)
Se alguém me perguntar o que tem pra fazer por lá a resposta é uma só: beber, beber e beber muita cerveja. De trigo, lager, helles, dunkel, bock, doppelbock, a lista de gêneros é infinita. Em Munique existem os maiores e melhores biergartens (jardins da cerveja, LITERALMENTE) do mundo, dentre eles o Hofbräuhaus, onde Hitler (tenso) costumava tomar porres homéricos e o gigantesco da Augustiner Bräu, com capacidade para OITO MIL alemães (e turistas) doidões.

Interior do biergarten da Paulaner
A cena mais corriqueira nos biergartens que visitei (fora os citados, teve o da Paulaner, encostado na fábrica, e o da Löwenbräu) era alguma mesa lotada de nativos vestidos com roupas de camponês explodir numa cantoria contagiante, quase quebrando os imensos copos em brindes eufóricos. Se eu soubesse alemão entrava na roda amarradão!

Biergarten da Augustiner Bräu
Além dos preços serem camaradas (entre €2 e €6), as garrafas e copos são bem generosos, de meio litro pra cima, sempre acompanhados de suculentos joelhos de porco, portentosos pretzels salgados e salsichas inimagináveis (ui!). Abaixo listei sem muita precisão as cervejas que consegui consumir nas pouco mais de 48 horas que passei nesta verdadeira Disneylandia dos cervejeiros. Próxima parada, Praga, República Tcheca.

Paulaner HefeWeissbier Dunkel
Teor: 5,3% / Tipo: German Dunkelweizen / Degustada na fábrica da Paulaner / Nota: 9,00

Paulaner Nockherberger
Teor: 5,2% / Tipo: Keller / Degustada na fábrica da Paulaner / Nota: 9,00

Paulaner Salvator
Teor: 7,9% / Tipo: Doppelbock / Degustada na fábrica da Paulaner / Nota: 8,5

Na esquerda: Hofbräu Dunkel
Origem: Alemanha / Teor: 5,5% / Tipo: Dunkel Lager / Degustada na Hofbräuhaus / Nota: 8,5
Na direita: Hofbräu Münchner Weisse
Teor: 5,5% / Tipo: Hefeweizen / Degustada na Hofbräuhaus / Nota: 8,00

Löwenbräu Triumphator
Teor: 7,6% / Tipo: Doppelbock / Nota: 7,00

Augustiner Dunkel
Teor: 5,6% / Tipo: Munich Dunkel / Degustada no museu da BMW (cerveja no Museu, só em Munique!) / Nota: 6,00

Augustiner Lagerbier Hell
Teor: 5,2% / Tipo: Helles / Degustada no biergarten da Augustiner Bräu (copão de 1 litro) / Nota: 7,00

Augustiner Weissbier
Teor: 5,2% / Tipo: Weissbier / Degustada no biergarten da Augustiner Bräu / Nota: 8,00
[TEXTO: Leonardo Dias Pereira / FOTOS: Leonardo Dias Pereira e Aline Soterroni]









Meu sonho é fazer uma viagem dessa!
E o meu é repetir a viagem. LOGO
Cara, guardarei os posts dessa série com muito carinho… seguirei esses passos em breve. Valeu mesmo, parabéns!
Legal! Se precisar de mais dicar, pode me mandar email que tem muitos lugares que eu não consegui visitar.
po Leo, tu tomou muita breja nessa viagem! acho que esses europeus aí devem mamar uma breja desde criancinha, nao é possivel! rs
Em Munique o povo toma mesmo. Em Viena vi umas velhinhas de uns 70 anos tomando cerveja às 15h. Mas isso fica pra outro post…
[...] no conceituado Centro de Ensino de Tecnologia de Cervejeira da Universidade Técnica de Munique (a meca cervejeira germânica), a Hofbräuhaus Dona Mathilde segue a vetusta Lei da Pureza Alemã (Reinheitsgebot), promulgada em [...]