Gru é uma banda. E também é o apelido de Gabriela Lima, que além de cantar e compor músicas, também toca guitarra, baixo, bateria. Sozinha, ela empunhou todos os instrumentos nas sete músicas de seu EP de estreia Kitchen Door, lançado no início do ano pelo selo inglês Curve Music. “Faço as musicas, letra e arranjo. Gravei o disco todo em casa, exceto as baterias, gravadas em um estúdio. Mixei tudo em casa também, com um help do John Ulhoa do Pato Fu na masterização”, diz Gabi.

Tudo começou em Pelotas (RS) – distante 250 quilômetros de Porto Alegre e famosa por produzir os melhores doces do estado – quando a então aluna da quarta série do ensino fundamental pegou no primeiro violão. “Fui tocando em várias bandas, a que durou mais foi a Denix. A banda acabou, e fui fazendo outras pra tocar as mesmas composições. Até que cheguei a conclusão de que elas seguiam sempre com o mesmo denominador comum: minhas músicas”. Assim surgiu o Gru, projeto de pop guitarreiro e cantado em inglês, filhote direto de Teenage Fanclub, batizado com a alcunha da Gabi, que é a banda inteira, em uma pessoa só.
Mas nos shows ela conta com a participação dos amigos, claro. Desde o início do ano, o Gru se apresenta com Andrio Maquenzi e Lucas Pocamacha do Superguidis nas guitarras e Liege Leite do Loomer na bateria. Os palcos da capital gaúcha já presenciaram um bocado de shows com essa formação. “Acho legal de tocar aqui em Porto Alegre, porque o pessoal valoriza a composição própria”, diz Gabi.
Mais uma parceria deve sair em breve, desta vez com o amigo ilustre John, do Pato Fu. “Estamos pra gravar. Músicas em inglês também, no estilo Aimee Mann e Elvis Costello. Bem classudo”. Gabi também é fotógrafa, e se ofereceu para registrar uma turnê da banda mineira. “Um DVD do Pato FU foi lançado (www.patofu.com.br/extra) com muito desse material”. A fã desde sempre acabou virando amiga. “Eles são pessoas genuinamente boas e geniais, e disso nasceu minha amizade com o John. A gente tem muita coisa em comum. Temos algumas musicas compostas também. Ele me apresentou a banda portuguesa Clã, e eu adorei a ‘Sangue Frio’, e gravamos. A gente é meio nerd”, brinca.
Ouça e baixe o EP Kitchen Door aqui
[ENTREVISTA e TEXTO: Janaína Azevedo Lopes FOTOS: Daniel Moreira VÍDEOS: Divulgação]









Cara, que massa a “Sangue Frio”. Adoreeei!!!!
Vou baixar os sons da Gabi. Muito legais, mesmo.
Ah, e que texto bem escrito, cheio de informações, links, etc.
Muito legal, Srta Janaína!