Começa hoje, quinta-feira, 4 de dezembro, a segunda edição da Semana Internacional da Música, evento que promove o networking para os profissionais da música do Brasil e do mundo. O evento acontece até o dia 7 de dezembro em nove locais espalhados pela cidade, que abrigarão cerca de 30 painéis de palestras e debates, workshops, rodadas de negócios, festas e mais de 30 apresentações artísticas nacionais e internacionais.

As Conferências e Atividades de Networking estarão concentradas na Praça das Artes, Galeria Olido e Cemec. São mais de 70 prodissionais do meio musical convidados para integrar a parte de “convention”, com destaque para as participações de Chico César, Pena Schimdt, Alain Lahana (Rat des Villes/França), Octavio Arbeláez (Circulart/Colômbia), Thomas Jarmois (Creaminal/França), Gabriel Turielle (Contrapedal Fest/Uruguai), Millie Millgate (Sounds Australia/Australia), Christophe Cassan (Festival BIME/Espanha), Luis Pardelha (Produtores Associados/Portugal), entre outros.

A programação completa de debates, palestras e shows você encontra no site oficial do SIM São Paulo e também no aplicativo para Android e iPhone.

Os ingleses do Arctic Monkeys são um caso curioso dentro da história recente da música. Surgiram como mais uma grande novidade da última semana que você não pode deixar de ouvir patrocinada pela intrépida revista britânica NME, sustentaram esse peso com dois bons discos (lançados com intervalo relâmpago de um ano) e aos trancos e barrancos foram se firmando.

Depois de oito anos e mais três discos (a discografia hoje ostenta cinco títulos) a banda transita facilmente nos players dos indies de primeira hora, patricinhas e playboys, e ouvintes das famigeradas rádios rocks brasileiras, justamente as espécies que compunham a fauna de aproximadamente 20 mil pessoas (ou seriam mais?) que tomou a Arena Anhembi numa sexta-feira gelada e de garoa fina, para a ver a terceira apresentação deles em terras paulistanas.

“The only reason that you came. So what you scared for?…”. #arcticmonkeys

Um vídeo publicado por Urbanaque (@urbanaque) em

Essa era a primeira vez que os britânicos tinham uma noite só para si, sem ter que se preocupar com o tempo apertado de apresentações de grandes festivais, portanto a expectativa era de um grande show – OK, tinham os suecos do The Hives e seu show acrobático antes, mas quem se importava chegou muito cedo enquanto a maioria ficou curtindo uma fila sofisticadíssima para entrar no recinto.

Expectativa talvez se confirmou apenas para aqueles que tiveram contato com a banda no palco pela primeira vez. Não importa a situação, o lance deles é subir no palco, falar e errar no andamento das canções o menos possível, numa típica atitude mecânica e burocrática que é a marca principal quando pisam no palco. Qualquer palco.

A presença de Alex Turner ao menos parece ter se desenvolvido mais em relação às últimas vezes que passaram pelo Brasil, com o rapaz caprichando nas poses sensuais, nas passadas de mão no cabelo milimetricamente tosado, e no figurino bem apanhado de cantor de sertanejo universitário.

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A música, que é o que realmente importa, foi muito bem tratada. Tudo o que um bom fã esperava foi entregue: o início matreiro e lânguido de “Do I Wanna Know”, os grandes hits “I Bet You Look Good on the Dancefloor” e “Dancing Shoes”, a catarse instrumental de “Brianstorm”, e a intensidade crescente de “Crying Lightning”, foram executadas com perfeição e cantadas com fúria pelo público do fundão, aquele alijado (infelizmente) de um contato mais próximo para favorecer a anêmica área vip.

A espera por essas músicas, entretanto, parecia eterna, todas diluídas num setlist montado para criar poucos picos de emoção dentro de um poço de pasmaceira de canções arrastadas. A impressão geral foi a de que os britânicos ainda não sabem exatamente o que fazer com toda a sua discografia, algo que reflete também no próprio desenvolvimento da banda. Eles precisam decidir urgentemente se querem brigar pelo título ou se vão se contentar em apenas figurar no meio da tabela do disputado campeonato das grandes bandas de rock da atualidade.

[TEXTO Leonardo Dias Pereira FOTOS Stephan Solon/Move Concerts]

Paul McCartney será a grande estrela da inauguração do Allianz Parque (novo estádio do Palmeiras), em São Paulo, com dois shows nos dias 25 e 26 de novembro. E as exigências para o camarins das apresentações contam com muito verde e não é para homenagear o time do eterno Parque Antárctica.

O ex-Beatle pediu seis vasos de plantas altas, com bastante folhagem, e outras seis mais baixas. Paul pediu ainda 80 gérberas de cores sortidas, divididas em oito arranjos de dez flores cada.

Como sempre acontece com artistas gringos, os pedidos de toalhas sempre são enormes e para Paul McCartney e sua equipe não foi diferente: 20 dúzias, ou seja, 240 toalhas para ele e o resto da banda.

A nova passagem de Paul McCartney pelo Brasil faz parte da Out There Tour. Além dos shows em São Paulo, Macca se apresenta em Vitória (10/11), Rio de Janeiro (12/11) e Brasília (23/11).

Um ano em Portugal foi o suficiente para Mallu Magalhães e Marcelo Camelo aproveitarem a mudança de ares, de país, para dar uma nova guinada em suas carreiras. Desta vez juntos, com o reforço do amigo e baterista português Fred Ferreira, que completa a Banda do Mar, que faz sua primeira turnê e desembarca em São Paulo na próxima sexta-feira (31/10).

“Acho que ajudou sim”, fala Mallu sobre a influência da mudança na sonoridade do álbum de estreia da Banda do Mar. “O clima de Lisboa e todas as mudanças que a gente estava vivendo, de estar em um país novo, com uma casa nova.”

“Foi tudo natural, mas acho que nesse projeto não tínhamos a preocupação de fazer coisas além, diferente das nossas carreiras solo, o desafio era fazer um bom disco, com boas músicas, uma boa parte instrumental. A composição foi bem tranquila, eu escrevia minhas letras, o Marcelo as dele e quando estava o mais perto de ficar pronta mostrávamos aos outros que davam alguma sugestão”, revela Mallu, ao falar sobre o nascimento das 12 canções do primeiro álbum do trio.

Fred Ferreira pode ser um nome novo para os brasileiros, mas ele já tem notoriedade em Portugal por seus trabalhos com Buraka Som Sistema e Orelha Negra. Fora que ainda tocou bateria no álbum Vazio Tropical, de Wado, trabalho produzido por Marcelo Camelo. “O Marcelo e o Fred são amigos há mais de dez anos, e eu há uns seis”, conta Mallu. “Sempre íamos a Portugal vê-lo, e quando nos mudamos ele se tornou nossa família lá.”

Até agora já foram sete shows, nas capitais Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), Natal (RN) e Fortaleza (CE); e cidades do interior como Americana (SP) e Dourados (MS).

Antes de tocar em São Paulo, a Banda do Mar ainda passa por Florianópolis (SC). Mallu Magalhães comenta os shows que rolaram até agora:

Urbanaque: Como tem sido a recepção do público?
Mallu: Tem sido incrível, estamos muito felizes com a receptividade dos fãs, os shows lotados e todos cantando o disco todo, é emocionante.

Urbanaque: Deu pra ver que o repertório tem incluído não só músicas da Banda do Mar, mas também das suas carreiras solo e até Los Hermanos. Como tem sido feita a escolha das músicas?
Mallu: Acabamos escolhendo as que a gente achou que combinava mais com o show da Banda do Mar.

Urbanaque: Vai ter muita variação de repertóriro no show de São Paulo?
Mallu: Nos últimos shows eu toquei “Velha e Louca” e “Sambinha Bom”, mas pode ser que eu mude, ainda não decidi isso.

Urbanaque: Depois dessa turnê vocês voltam em definitivo pra Portugal? Não bate uma vontade de ficar no Brasil depois de receber tanto carinho dos fãs brasileiros?
Mallu: É claro que ficamos muito felizes com todo o carinho recebido aqui e o Brasil sempre será nossa casa, mas agora Portugal também é. E ano que vem levaremos a turnê para lá e outros países da Europa.

[TEXTO Bruno Dias FOTO: Divulgação]

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