Quem cresceu nos anos 1990 sabe: não existia banda mais perfeita para passar a adolescência ouvindo do que o Raimundos. As letras cheias de sacanagem misturadas ao peso e velocidade das guitarras distorcidas eram diversão garantia. Para celebrar o legado da banda, o Urbanaque reuniu 15 artistas da nova geração brasileira para revisitar as canções do primeiro disco da banda no tributo Raimundos 20 Anos – Eu Quero É Rock!, que está disponível a partir de hoje para download gratuito pelo perfil do Urba no Soundcloud (se quiser baixar faixar por faixa) ou clicando aqui para pegar o álbum completo.

O primeiro single do disco é a versão de Daniel Groove para Selim, transformada em um brega com sotaque nordestino. O curioso é que, frente à negativa do Raimundos de gravar a faixa, o produtor do primeiro disco, Carlos Eduardo Miranda, ameaçou chamar o cantor cearense Falcão para interpretar a faixa na estreia da banda. Registrada oficialmente, a música se tornou uma das favoritas do público e uma das responsáveis pelo sucesso do álbum. O tributo ainda traz uma faixa extra com uma versão acústica de Selim, gravada por Juliano Gauche.

Diogo Soares, vocalista do Los Porongas, abre o álbum desacelerando Puteiro em João Pessoa, a única música declaradamente autobiográfica da banda. Logo depois, o Móveis Coloniais de Acaju, vindos também de Brasilia, adicionam suingue em Palhas do Coqueiro, que tem participação de Evandro Vieira, co-autor da canção. Em seguida, Zimmer & a Euthanásia e Capim Maluco mantêm o peso das versões originais em releituras de MM’s e Minha Cunhada – mesmo caminho escolhido pela banda paulista Rollbando em Bê a Bá.

O Single Parents escolhe dar uma pouco de cadência ao forrocore Rapante, enquanto os cariocas do Do Amor desconstroem completamente a rápida Carro Forte, levando a letra a capela que se transforma em uma viagem psicodélica. O Vanguart também imprime sua assinatura própria em Nêga Jurema, que vira um folk brasileiro no violão e voz de Helio Flanders.

Lemoskine adiciona um pequeno toque eletrônico a Deixei de Fumar Cana Caiana, enquanto Felipe Cordeiro transforma Cajueiro/Rio das Pedras em um tecnobrega. Bicharada ganha uma introdução levada ao piano que ressalta o surrealismo da letra nas mãos do Floreosso, enquanto Nevilton deixa Marujo com um toque de hard rock. Para finalizar, os sergipanos do The Baggios levam Cintura Fina para transitar por algum local do velho oeste com um andamento mais lento.

Lançado em 1994, Raimundos foi eleito como melhor álbum da década pela revista Bizz no final dos anos 1990. Sua mistura única de hardcore com forró foi pioneira no Brasil e até hoje não conseguiu ser reproduzida com tanta qualidade por outras bandas. Recentemente, a banda fez dois shows esgotados no Sesc Belenzinho, em São Paulo, tocando o disco na íntegra. Reforçando a força e carinho que seu público, 20 anos depois, ainda sente pelo álbum.

Raimundos 20 anos – Eu Quero É Rock!

1. Puteiro em João Pessoa – Diogo Soares (Los Porongas) + Kali
2. Palhas do Coqueiro – Móveis Coloniais de Acaju feat Evandro Vieira
3. MM’s – Zimmer & a Euthanásia
4. Minha Cunhada – Capim Maluco
5. Rapante – Single Parents
6. Carro Forte – Do Amor
7. Nêga Jurema – Vanguart
8. Deixei de Fumar Cana Caiana – Lemoskine
9. Cajueiro Rio das Pedras – Felipe Cordeiro
10. Bê a Bá – Rollbando
11. Bicharada – Floreosso
12. Marujo – Nevilton
13. Cintura Fina – The Baggios
14. Selim – Daniel Groove
15. Selim (acústico) – Juliano Gauche

Produção executiva e curadoria: Bruno Dias e Tiago Agostini. Capa: Natalia Julio.

Quem cresceu nos anos 1990 sabe: não existia banda mais perfeita para passar a adolescência ouvindo do que o Raimundos. As letras cheias de sacanagem misturadas ao peso e velocidade das guitarras distorcidas eram diversão garantia. Para celebrar o legado da banda, o Urbanaque reuniu 15 artistas da nova geração brasileira para revisitar as canções do primeiro disco da banda no tributo Raimundos 20 Anos – Eu Quero É Rock!, que será lançado para download gratuito no dia 2 de março.

O primeiro single do disco é a versão de Daniel Groove para Selim, transformada em um brega com sotaque nordestino. O curioso é que, frente à negativa do Raimundos de gravar a faixa, o produtor do primeiro disco, Carlos Eduardo Miranda, ameaçou chamar o cantor cearense Falcão para interpretar a faixa na estreia da banda. Registrada oficialmente, a música se tornou uma das favoritas do público e uma das responsáveis pelo sucesso do álbum. O tributo ainda traz uma faixa extra com uma versão acústica de Selim, gravada por Juliano Gauche.

Diogo Soares, vocalista do Los Porongas, abre o álbum desacelerando Puteiro em João Pessoa, a única música declaradamente autobiográfica da banda. Logo depois, o Móveis Coloniais de Acaju, vindos também de Brasilia, adicionam suingue em Palhas do Coqueiro, que tem participação de Evandro Vieira, co-autor da canção. Em seguida, Zimmer & a Euthanásia e Capim Maluco mantêm o peso das versões originais em releituras de MM’s e Minha Cunhada – mesmo caminho escolhido pela banda paulista Rollbando em Bê a Bá.

O Single Parents escolhe dar uma pouco de cadência ao forrocore Rapante, enquanto os cariocas do Do Amor desconstroem completamente a rápida Carro Forte, levando a letra a capela que se transforma em uma viagem psicodélica. O Vanguart também imprime sua assinatura própria em Nêga Jurema, que vira um folk brasileiro no violão e voz de Helio Flanders.

Lemoskine adiciona um pequeno toque eletrônico a Deixei de Fumar Cana Caiana, enquanto Felipe Cordeiro transforma Cajueiro/Rio das Pedras em um tecnobrega. Bicharada ganha uma introdução levada ao piano que ressalta o surrealismo da letra nas mãos do Floreosso, enquanto Nevilton deixa Marujo com um toque de hard rock. Para finalizar, os sergipanos do The Baggios levam Cintura Fina para transitar por algum local do velho oeste com um andamento mais lento.

Lançado em 1994, Raimundos foi eleito como melhor álbum da década pela revista Bizz no final dos anos 1990. Sua mistura única de hardcore com forró foi pioneira no Brasil e até hoje não conseguiu ser reproduzida com tanta qualidade por outras bandas. Recentemente, a banda fez dois shows esgotados no Sesc Belenzinho, em São Paulo, tocando o disco na íntegra. Reforçando a força e carinho que seu público, 20 anos depois, ainda sente pelo álbum.

Raimundos 20 anos – Eu Quero É Rock!

1. Puteiro em João Pessoa – Diogo Soares (Los Porongas) + Kali
2. Palhas do Coqueiro – Móveis Coloniais de Acaju feat Evandro Vieira
3. MM’s – Zimmer & a Euthanásia
4. Minha Cunhada – Capim Maluco
5. Rapante – Single Parents
6. Carro Forte – Do Amor
7. Nêga Jurema – Vanguart
8. Deixei de Fumar Cana Caiana – Lemoskine
9. Cajueiro Rio das Pedras – Felipe Cordeiro
10. Bê a Bá – Rollbando
11. Bicharada – Floreosso
12. Marujo – Nevilton
13. Cintura Fina – The Baggios
14. Selim – Daniel Groove
15. Selim (acústico) – Juliano Gauche

Produção executiva e curadoria: Bruno Dias e Tiago Agostini.

Neste dia em que David Bowie completa 66 anos lançando single novo e deixando todo mundo esperançoso de uma possível nova turnê de seu disco novo, nosso amigo Paulo Terron (Rolling Stone Brasil) fez uma mixtape de “músicas não muito óbvias de David Bowie”.

É só apertar o play.

 

David Bowie: Look Back in Anger by Paulo Terron on Mixcloud

O cantor e compositor Péricles Cavalcanti, conhecido por composições interpretadas por Gal Costa, Caetano Veloso e Asdrúbal trouxe o Trombone, ganhou um belo tributo organizado pela gravadora Joia Moderna, o “Mulheres de Péricles”.

O CD, que pode ser baixado gratuitamente através do www.mulheresdepericles.com, conta com 15 faixas e traz algumas das melhores vozes femininas da nova MPB como Tulipa Ruiz, Céu, Karina Buhr, Nina Becker, Mallu, Laura Lavieri (voz feminina das belas canções de Marcelo Jeneci), entre outras.

“Mulher de Péricles” foi idealizado pelo DJ Zé Pedro; conta com curadoria de Nina Cavalcanti; e foi gravado no Estúdio El Rocha.

É praticamente involuntário. Começa a tocar Bee Gees  (normalmente alguma da fase Disco do grupo) e você está lá com o dedinho apontado para o alto, corpinho envergado, apenas um pezinho levantado e quebrando o quadril enquanto revive a cena clássica protagonizada por John Travolta no filme “Os Embalos de Sábado à Noite” (1978).

Mas o que poucos sabem – ou esquecem de procurar saber – é que o grupo formado pelos irmãos Gibb tem uma fase rock bem boa e criativa antes de afinarem a voz para e entrarem de cabeça na “Disco Music” dos anos 80.

Foi no começo dos anos 70 que o Bee Gees usou e abusou das influências folk e rock e lançou excelentes músicas como “Lay It On Me” (2 Years On, 1970) e os discos Odessa (1969) e  Trafalgar (1971), de onde garimpamos algumas músicas para esta playlist.

Passamos um bom tempo ouvindo toda a discografia até encontrar essas  “7 músicas do Bee Gees que você deve ouvir”.  Tem bastante coisa da fase rock, mas como não poderia faltar algo da fase disco, colocamos “Shadow Dancing”, música lançada em 1978 no disco solo de Andy Gibb, o quarto e problemático irmão Bee Gees.

Agora é só apertar o play.

Som Dos Dias – Edição “7 músicas do Bee Gees que você deve ouvir” by Cirilo Dias on Mixcloud

Som Dos Dias – Edição “7 músicas do Bee Gees que você deve ouvir”

1 – Lay it On Me (2 Years On, 1970)

2 – It’s Just The Way (Trafalgar, 1971)

3 – Country Woman (How Can You Mend a Broken Heart B-Side, 1971)

4 – On Time (My World B-Side, 1972)

5 – Odessa (Odessa, 1969)

6 – Trafalgar (Trafalgar, 1971)

7 – Shadow Dancing (Andy Gibb’s Shadow Dancing, 1978)

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