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Como aquecimento para o lançamento de seu quarto álbum, Enemy Gospel, o Orange Disaster lança nesta quinta (11/9) o single Right Side of My Brain, com direito a clipe e show especial em São Paulo.

Formado por Júlio Cesar Magalhães (vocal), Vinicius Favaretto (guitarra solo/efeitos), Rafael Laguna (guitarra base grave), Carlos Freitas (guitarra base/efeitos) e Davi Rodrigues (bateria/synth), além do músico convidado Gutemberg Almeida (bateria), a banda embarca para a Alemanha em outubro, onde o LP está sendo prensado, aproveitando para realizar uma turnê, que também passará pela França.

Enemy Gospel será lançado digitalmente no dia 7 de outubro e foi gravado no Estúdio Flamingo pelo Davi, com produção do próprio Orange Disaster, que também contou com a ajuda dos produtores Aécio Souza e Paulo Penov em algumas sessões. A mixagem e masterização foi realizada em Hamburgo, na Alemanha.

O show de lançamento do single Right Side of My Brain rola nesta quinta, no Hotel Tees (Rua Matias Aires 78), a partir das 20h. A entrada é gratuita!

Serviço:

Lançamento do single/clipe Right Side of My Brain
11/09
20h
Local: Hotel Tees
Rua Matias Aires 78
Entrada Grátis

Falar de Questlove apenas como baterista do The Roots é pouco para definir a trajetória de um dos caras mais criativos da música.

Ahmir Khalib Thompson nasceu em 1971, na Filadélfia, e cresceu em uma casa cheia de música, graças a influência do pai, Lee Andrews, que na década de 50 liderava o grupo de doo-wop Lee Andrews & the Hearts.

Nesse Fireside Chat, Questlove conta como foi incentivado pelo pai a tocar bateria e como formou o The Roots ao lado de Black Thought (Tariq Luqmaan Trotter), comentando sua evolução como músico, produtor e contando histórias de bastidores do grupo.

Ele também comenta suas parcerias com D’Angelo, Jay Z e Common, tudo embalado por muita música em uma hora de programa.

Em 1959, Nelson Rodrigues deu vida o contraventor Boca de Ouro, um bicheiro com dentes de ouro, batizado pela mãe sob uma torneira aberta em uma pia de banheiro, e que seduzia mulheres casadas para derreter suas alianças para financiar seu sonho de ser enterrado em um caixão de ouro. Alguns anos depois, em 1963, o canastrão Jece Valadão encarnou o personagens no cinema, colocando o personagem no hall dos filmes cults nacionais.

Meia década depois, Renato Martins e Arnaldo Hirai resolveram homenagear o sedutor bicheiro ao batizarem um dos bares mais legais de Pinheiros de Boca de Ouro Bar Sinuca e Bilhar. O bar não tem fachada e nem aqueles letreiros chamativos de marcas de cerveja que fisgam os transeuntes desatentos na rua. Ali no comecinho da Rua Cônego Eugênio Leite, apenas uma vitrine com uma plaquinha “Estamos abertos” é o sinal de um bar que guarda e zela pela trinca de ouro de um bom boteco: boa comida, boa bebida e boa música.

Quem já frequentou o Boca de Ouro sabe que ali é satisfação garantida. O bolovo da casa é de chorar de bom, a carta de cervejas é caprichada, o Negroni que eles preparam é um dos melhores de São Paulo e a trilha-sonora da casa é tão boa que é frequente ver o Renato e o Arnaldo darem uma pausa atrás do balcão para explicar para um freguês o que é que está tocando no radinho que fica ali, escondido no meio dos copos.

(Siga esta playlist no Spotify)

Tim Maia, Jhonny Thunder, Otis Redding, Lex Baxter, James Carr, Marlena Shaw e Gerson King Combo são apenas alguns dos artistas que fazem o pano de fundo para uma noite agradável de boa botecagem ali no Boca de Ouro.

Para facilitar o trabalho, Renato criou um tumblr do bar, onde vai postando sempre as músicas que rolam ali no bar. Mas para facilitar ainda mais a lista e estrear esta seção nova do Urbanaque com estilo, criamos para vocês a playlist O Som do Boca de Ouro. Aproveitem!

Onde fica:
Boca de Ouro
Rua Cônego Eugênio Leite, 1121
Telefone: (11) 4371-3933

O que pedir:
Bolovo, Negroni e Way Amburana Lager.

Nem sempre um café bonito serve um bom café, mas quando você encontra um lugar que possui essas duas características é sinal de fidelidade na certa. E vou dedicar este post para falar de dois lugares que valem a pena visitar  no bairro de Pinheiros, em São Paulo (SP).

kof

O primeiro deles é o recém-inaugurado KOF – King of The Fork, situado no número 1.317 da rua Arthur de Azevedo. O lugar é todo inspirado na cultura do ciclismo e reflete a paixão dos sócios Camila Romano e Paulo Filho, que se conheceram pedalando e resolveram fundar o café agora, na segunda quinzena de julho. O nome do café é uma referência a “King of The Mountain”, prêmio dado ao ciclista que teve o melhor desempenho em subida.

Na calçada, um paraciclo que raramente fica vazio. No interior da loja, vários acessórios de luxo pra os ciclistas de plantão: mochilas Poler, selins Brooks, caixas de ferramentas, luvas e capacetes.  Tudo isso acompanhado, é claro, de cafés muito bem tirados e quitutes gordurosos – e saborosos – como waffle lambuzado de manteiga. Mas sem perder o foco, vamos ao café. Neste caso, vamos falar do capuccino.

A primeira coisa que avalio em lugares arrumadinhos como estes é o atendimento e o quanto o cara atrás do balcão entende do negócio. No caso do Kof, além de ter sido muito bem atendido, o capuccino para viagem veio na temperatura certa, na medida certa, cremoso e saboroso. Além de ter chegado quentinho até o trabalho, umas duas três quadras dali. Vale a pena pagar R$6. E quem chega pedalando, tem água de graça.

labombe

O segundo café analisado é o Faire La Bombe Patisserie, ali no número 223 da Rua dos Pinheiros. O lugar é todo charmoso, com mesinhas na calçada, fachada toda de madeira, letreiros bonitinhos, interior todo decorado e recheado das bombas de chocolate mais pornográficas e saborosas de São Paulo. Prove quase todas sem medo, a minha favorita é a de café, mas te aconselho a evitar as salgadas, que além de caras, são gordurosas demais.

Agora vamos ao que interessa. O capuccino de macadâmia da casa. Costumo brincar com os amigos que Jesus passou por ali e deixou esta abençoada receita para o deleite dos clientes. Um capuccino cremoso, na medida certa e temperado com um xarope de macadâmia que adoça a bebida na medida certa e ainda deixa um perfume que impregna o paladar do primeiro ao último gole. Também vale os R$6 investidos no café e mais uns R$6 na bomba.

Serviço:
KOF – King of The Fork
R. Artur de Azevedo, 1.317, Pinheiro

Faire La Bombe Patisserie
Endereço: R. dos Pinheiros, 223 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05422-010
Telefone:(11) 2628-7667

De 30 de julho a 3 de agosto rolou em São Paulo o Converse Rubber Tracks Live, festival com quatro artistas por dia – entre nacionais e internacionais -, todos com entradas disputadas e gratuitas.

A preocupação em deixar artistas do mesmo estilo em cada noite foi um dos acertos do festival, mas sua distribuição de ingressos, não limitando entradas de acordo com capacidade do local, causou muitos transtornos e reclamações do público, já que muita gente esperou na fila, com entrada na mão, e não conseguiu entrar.

Em noites como a de sexta (1/8), que teve Chet Faker e Busta Rhymes como headliners, o público teve que esperar mais de 3 horas para (tentar) entrar no Cine Jóia, onde cabem 1.200 pessoas.

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Fãs de nomes como Chromeo, Dinosaur Jr. e o já citado Busta Rhymes tiveram que ter muita disposição, mas principalmente paciência, para conseguir ver seus ídolos de perto sem gastar um tostão.

O Urbanaque esteve presente em três dos cinco dias do Converse Rubber Tracks Live, abaixo vão algumas impressões sobre os shows que assistimos:

Chromeo – quarta-feira (30/7)

Principal atração da noite de abertura do Converse Rubber Tracks, a dupla canadense Chromeo fez valer a espera, subindo ao palco depois da 1h da madrugada de quarta para quinta-feira.

Após uma pequena introdução, P-Thugg (Patrick Gemayel) e Dave 1 (David Macklovitch) não economizaram energia e foram disparando alguns de seus principais hits – Night By Night, Hot Mess e Tenderoni -, logo nos primeiros minutos de show.

Empolgados por se apresentar novamente no Brasil, o duo interagiu bastante com o público, que aguentou firme pra poder dançar muito ao som de músicas como Sexy Socialite, Jealous (I Ain’t with It) e Frequent Flyer.

Don L – sexta-feira (1/8)

O rapper cearense Don L, uma das revelações do novo rap nacional, apresentou suas rimas embalado por bases pesadas destiladas pela DJ Typá.

Don L conseguiu fazer uma ótima apresentação, esquentando o público para o grande astro da noite, Busta Rhymes. Ele apresentou canções de sua mixtape Caro Vapor / Vida e Veneno de Don L.

A apresentação teve seus pontos altos em faixas como Morra Bem, Viva Rápido e Caro Vapor, e contou ainda com a participação do rapper Terra Preta, que dividiu o microfone com Don L durante o show.

Chet Faker – sexta-feira (1/8)

Em sua primeira interação com o público Chet Faker já fez questão de avisar: sua bagagem, com todo seu equipamento, havia extraviado na viagem.

Talvez isso explique a curta apresentação, de oito músicas e pouco menos de 40 minutos. Apesar do som ruim e de todos esses problemas, ele conseguiu levantar os presentes com músicas como I’m Into You, No Diggity e 1998.

Sozinho no palco, mas fazendo barulho suficiente para preencher o ambiente como se fosse uma banda, Chet Faker fez também uma versão para Archangel, do Burial, faixa que abriu seu show; e encerrou a noite consagrado, com todo mundo cantando juntinho o hit Talk is Cheap.

Busta Rhymes – sexta-feira (1/8)

A ansiedade e expectativa para ver de perto Busta Rhymes começou assim que o palco de Chet Faker foi desmontado. O rapper demorou bastante para começar seu show, além de mais de 30 minutos de montagem/desmontagem/discotecagem, o público teve que esperar outros 15 minutos para Rhymes aparecer no palco, ouvindo os gritos de “make some noise, São Paulo”, de seu DJ.

Não faltaram hits como Make It Clap e I Kown What You Want, mas o que marcou a noite dedicada ao rap do Converse Rubber Tracks Live foi um incidente bizarro, que acabou ferindo a DJ Typá (que acompanhada Don L) e um cliente da casa.

Durante o show de Busta Rhymes, um rapaz exagerou na dose (da empolgação e do álcool), resolveu escalar e andar por uma parte do forro, fazendo algumas placas de gesso caírem nas pessoas que estavam no mezanino do Cine Jóia.

Ele chegou a ficar pendurado no teto, chamando a atenção até do rapper Busta Rhymes, que apontou e improvisou uma música em homenagem ao maluco, repetindo: “OH SHIT! THERE’S A GUY ON THE ROOF!”.

Typá quebrou o nariz e teve algumas escoriações. Já o outro ferido foi levado para a Santa Casa de Misericórdia.

F*cked Up – sábado (2/8)

Um nome resume o show do F*cked Up: Damian Abraham. O vocalista do grupo, que ajudou a elevar os ânimos e o volume do Cine Jóia, praticamente não ficou no palco durante toda a apresentação.

Ele se jogou na galera logo na primeira música, Queen of Hearts, e por lá ficou, alternando os lados do Jóia e chegando até a explorar o balcão ao fundo da casa, próximo aos caixas e banquinha de merchan.

As três guitarras do F*ched Up combinadas às marretadas da bateria e ao vocal gritado de Damian conquistaram o público, em sua maioria esperando pelos veteranos do Dinosaur Jr., embalando canções como Black Albino Bones, Police e The Other Shoe.

Até Damian declarou seu amor aos “dinossauros”, contando a primeira vez que foi a um show deles e fez contato visual com J. Mascis, que por sinal estava no cantinho do palco assistindo ao F*ucked Up.

Dinosaur Jr. – sábado (2/8)

Barulho, muito barulho, foi o que fez o Dinosaur Jr. no Converse Rubber Tracks Live. Com dez amplificadores ligados no volume máximo, J. Mascis, Lou Barlow e Murph fizeram a alegria dos presentes (em sua maioria garotos de vinte e poucos anos) com um show sem firulas, interações ou qualquer interferência.

Começando com Bulbs of Passion, a banda foi soltando um clássico atrás do outro como Out There, Start Chopin, Feel The Pain e Freak Scene.

Quem assistia ao show da grade tinha que ter certeza de não sofrer de labirintite ou algo do tipo, pois o som estava tão alto, que poderia fazer alguém perder o equilíbrio e desmaiar. Sem brincadeira.

Just Like Heaven, do The Cure, abriu o bis, que teve ainda participação de Damian Abraham para elevar (como se fosse preciso) o barulho da já barulhenta Chunks, que fechou a noite de sábado, mandando todo mundo embora com o ouvido zunindo e praticamente surdo.

[TEXTO Bruno Dias FOTOS Luisa Migueres]

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