PODCAST | ESTAÇÃO URB #22 | BRUNO SOUTO

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PODCAST | ESTAÇÃO URB #20 | MAHMUNDI

Marcela Vale fala sobre o processo de amadurecimento até lançar seu disco solo

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ESPECIAL: MELHORES DISCOS NACIONAIS DE 2016

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Você pode até desacreditar da força do reggae, mas a verdade é que ela é infalível. Uma quinta-feira com tantas opções na cidade de São Paulo poderia facilmente ameaçar a quantidade de público para o show de Pato Banton no Cine Jóia. Mas no final, tudo deu certo.

Pato Banton é uma lenda que teve seus momentos de glória nos anos 90 com sucessos nas rádios, especialmente no Brasil. Depois de muitos anos, Banton caiu em esquecimento como muitos outros de sua época. Dizem até que morou no Brasil por um tempo. Não se sabe se é verdade ou apenas uma piada pela quantidade de vezes que vinha ao país fazer shows em casas como o extinto Reggae Night na zona sul de SP.

O fato é que, se por um lado Pato Banton realmente não fez nada de relevante ou novo nos últimos anos, a experiência do show em si valeu muito a pena. Banton ao vivo faz reggae, ragga, hip-hop e, acima de tudo, se diverte e põe o show em clima de festa. Ele sabe fazer show como nos velhos tempos. Show divertido, popular e com uma banda competente. No setlist, uma mistura de sucessos próprios e Bob Marley (quem nunca?). Ali estavam jamming, go pato, this is my opinion, i do not sniff coke e todos aqueles sons que você sabe cantar mas não sabe o nome.

Durante o show no Cine Jóia, Banton demonstrou carisma e felicidade, totalmente conectado ao público diverso que variava de fãs nostálgicos a regueiros jovens e velhos. Pato queria agradar seu público e demonstrava isso o tempo todo.

O ponto baixo foram os problemas de som, que não são novidade na casa de shows da liberdade.
O ponto alto foi a participação surpresa e inesperada de Afrika Bambaata. Esta outra lenda mais passeou no palco do que de fato cantou, mas o encontro dos ambos foi memorável.

E fazendo um paralelo justo, eu diria que Pato Banton não teve a sorte nos últimos anos como Jimmy Cliff teve. Talvez se também tivesse caído nas graças de Tim Armstrong (Rancid) ou algum outro grande produtor, tivesse feito um bom disco e renascido.

GO PATO!

[Texto Bruno Tozzini / Fotos: @vanqueiroz]

Na mais nova edição do Postal BR, o convidado da vez é o cantor pernambucano Ricardo Chacon. Nome bastante conhecido na cena musical noturna do Recife, Chacon vem procurando sempre se reinventar, compilando ritmos que vão do rock à cumbia, com o que há de mais atual na MPB.

“ChakaNights”, o atual trabalho de Chacon dá continuidade a sua carreira autoral, depois de ter gravado o álbum “Terra Papagali Coffee Shop” em 2008. No programa Postal BR, Chacon convidou Gabriel Izidoro, guitarrista da A Banda de Joseph Tourton, para tocar escaleta e violão ao seu lado.

Após a sessão acústica e ao vivo, o programa segue com um playlist especial de lançamentos de bandas brasileiras incluindo nomes como “Do Amor”, “Ex-Exus” e “Orquestra Brasileira de Música Jamaicana”. Este programa é apresentado por Jarmeson de Lima, do Coquetel Molotov, diretamente de Recife.

Aperte o play!

Caio Bosco já tem uma longa trajetória na música brasileira, desde seus trabalhos com o Radiola Santa Rosa, e agora em uma elogiada carreira solo, que conta com um disco completo e alguns EPs.

Para acompanhá-lo na sessão acústica tem o Zebra Zebra, outro nome que vêm se destacando na nova música brasileira.

E pra abrir a nossa tradicional playlist marota do Postal BR especial Urbanaque uma das parcerias mais aguardadas desse ano, Wado e Cícero, na canção Zelo. Faixa que faz parte do novo CD de Wado, Vazio Tropical, que conta ainda com produção de Marcelo Camelo e participações de Momo e Mallu Magalhães. Também temos Baianasystem, o funk de Mc Guimê, Clarice Falcão e Sexy fí.
É só apertar o play 😀

D.Mingus e Juvenil Silva fazem parte de uma nova cena do Recife, compartilhando influências em comum e parcerias com outros músicos da cidade. Mesmo trabalhando com estilos e poucos elementos em comum, tanto D.Mingus quanto Juvenil representam uma nova geração de artistas autodidatas que produzem tudo em seus home-studios.

Na edição nº 24 do podcast Postal BR, veiculado pela Red Bull Music Academy Radio, os dois artistas convidados aparecem tocando suas músicas em versões folk, na base do violão acústico. D.Mingus apresenta as canções “Filmes e quadrinhos” do disco homônimo e “Naturalmente punks” do disco “Fricção”. Juvenil apresenta as músicas “Bodeado” e “Misturado”, presentes no repertório do disco “Desapego”, lançado no início deste ano.

Após a sessão acústica e ao vivo com os convidados especiais, o programa segue tocando novidades de bandas e artistas nacionais como Wado, Catarina, Zudzilla e Clarice Falcão. O programa Postal BR é apresentado por Jarmeson de Lima e pode ser conferido online na Internet no site www.rbmaradio.com.

Wadopromove na próxima quinta-feira (18) o lançamento de seu sétimo disco de estúdio, Vazio Tropical. O show acontece dentro do projeto Plataforma, no SESC Pompeia, em São Paulo.

O cantor e compositor mostrará as canções do sucessor de Samba 808 (2011), acompanhado por alguns dos músicos que participaram de seu novo trabalho: Marcelo Camelo, Cícero e Momo.

Conversamos com Wado, que falou um pouquinho sobre o álbum Vazio Tropical, parcerias e shows.

Urbanaque – Vazio Tropical saiu em parceria com a Rdio, qual a principal vantagem de fazer um lançamento neste formato? E por que você decidiu usar essa plataforma para lançar o disco?
Wado – Fui premiado pelo festival MPTM [Música Para Todo Mundo, da Oi Música], dai, por consequência o disco fica vinculado à esta plataforma, não sei te dizer ainda as vantagens deste sistema, sou um artista acostumado a ser independente, os orçamentos que tivemos pra realizar o disco foram, com certeza, uma vantagem.

Se compararmos, Vazio Tropical é bem diferente do Samba 808. Por que você optou por essa mudança de um disco para o outro?
Todos os meus discos são radicalmente diferentes entre si, minha voz é o que costura os discos, não é algo muito racional, sigo os instintos, ou tento sublimalos para coisas melhores.

Como rolaram as participações especiais do Vazio Tropical? Momo e Marcelo Camelo são antigos parceiros, mas como Cícero, Gonzalo Deniz e Fred Ferreira entraram nessa história?
Fred foi Camelo que trouxe pro disco, são muito amigos; e Cícero foi Kassin que me apresentou. Gonzalo conheci por intermédio do Daniel, do Constantina, banda muito boa de BH, sou fã destes caras. Todos muito talentosos.

Além de cantar no disco, Marcelo Camelo também assina a produção. Como foi ter o Camelo como produtor? O fato da sonoridade estar mais introspectiva é um dedo dele?
As músicas já iam para este caminho, mas ele com certeza condensou algumas ideias, deixou a coisa mais clara, mais no foco.

Você já levou o show de Vazio Tropical para algumas cidades. Como tem sido a recepção do público?
Tem sido bem boa, as pessoas já cantam algumas das canções novas, mas é uma resposta menos imediata, em show de groove, se tá todo mundo dançando tu tem a resposta que está tudo certo, no show mais introspectivo isso se dilui em reações mais delicadas.

Fale um pouco de como será o show no SESC Pompeia. Você vai tocar o Vazio Tropical na íntegra?
Devemos, mas isso vem muito da resposta das pessoas, devemos tocar tudo ou quase tudo. E temos os convidados, devemos tocar coisas deles. Vai ser bem bonito, a cada show o disco novo se adensa numa amalgama mais coesa.

[TEXTO Bruno Dias FOTO Reprodução]