PODCAST | ESTAÇÃO URB #22 | BRUNO SOUTO

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PODCAST | ESTAÇÃO URB #20 | MAHMUNDI

Marcela Vale fala sobre o processo de amadurecimento até lançar seu disco solo

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ESPECIAL: MELHORES DISCOS NACIONAIS DE 2016

Analisamos 28 lista de melhores discos nacionais para eleger os 10 melhores discos de 2016

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Lá no antigo e, agora longínquo ano de 2006, eu e Bruno Dias visitamos o festival paranaense Demosul, realizado na aprazível cidade de Londrina, norte do estado. Entre as muitas atrações que ainda não conhecíamos e com as quais nos surpreendemos, pudemos ver pela primeira vez uma apresentação dos doidões da Família Palim, banda da cidade vizinha de Maringá.

Na época, os tresloucados turcos made in Paraguay nos deixaram um tanto quanto perplexos e atiçados com a qualidade e irreverência de sua música, compilada no então primeiro disco que recebe o curioso nome da banda. Passado esse primeiro impacto e depois de trocar uma ideia, foi até simples assimilar a mensagem que a turcaiada queria nos transmitir: rock escrachado, o deboche do punk e inúmeras referências à sonoridade dos anos 70, virtuose dos riffs e cavalares doses de bateria, além de uma proximidade bem peculiar ao BRock dos Titãs e afins.

Passados esses 5 anos do primeiro contato, a Família Palim passou por algumas mudanças, tudo muito bem contado numa ótima história extraordinária no site oficial da banda e desde então lançou dois discos e dois EPs. Essa verborragia lírica-musical, que no final das contas trata da coisa mais difícil do mundo (a adoração ao nada), sem grandes ambições – a não ser o auto-divertimento e fama dentre os seguidores das vertentes independentes de nossa música nacional – faz-se ainda bem válida neste que é contado como quinto trabalho da carreira dos Palins, Rock’n’Roll Truck.

A essência da Família Palim e todos os detalhes que fazem de sua música uma verdadeira preciosidade desconhecida das maiorias antenadas continua firme e forte nas 11 faixas que compõem o disco. Da colagem de samples ao auto-tune e até uma versão para “Beat on the Brat”, clássico ramoníaco, a Família Palim engrossa o caldo das bandas que conseguem mesurar os aparatos dessa tal de música moderna, com toques hi-tec e boa engenharia de som (basta ouvir faixas como “Motociclistas na área 51”e “Black Smoke”), sem perder a identidade ou soar (tão) repetitivo.

Urbanaque – Vocês se apropriaram das colagens, como em “Quero jogar sinuca”. Como rolou esse toque de modernidade?
Hastür – Pegamos aquela fala do Inri [Cristo] de um vídeo no Youtube em que ele aparece no Programa Livre fazendo aquele belo discurso. Olha só nesse endereço aqui:http://www.youtube.com/watch?v=oNMmy3fMDzA

Urbanaque – Quem teve a belíssima ideia de “Desça o cacete”?
Hastür – “Desça o cacete” rolou quando fizemos um show em Curitiba com os meninos do Charme Chulo. A ideia da versão veio de uma frase que costumava-se dizer: “você quer saber se um guitarrista é bom, pergunte se ele toca “Beat on the Brat” dos Ramones. Se tocar, aposte no rapaz!”. Aí começamos a tocar ela e já no camarim começou a sair a versão que foi terminada mais tarde na casa do Igor Filus [vocalista do Charme Chulo].

Urbanaque – A Família Palim tem sempre um dedo de crítica mais puxada pro escracho, pro deboche como em “Caiu na Net” e muito da sonoridade tem aquele pé calcado no rock BR, nos riffões setentistas e no hard rock, mas tem umas coisas (por exemplo o vocal de “Funk do Palim”) que me lembram muito as bandas paulistanas mais novas, como o Daniel Belleza e os Corações em Fúria. Como é manter essa linha “retro” e “moderna”? É um lance natural?
Hastür – Olha só, a Família Palim tem isso da crítica, doboche mesmo, o que sempre nos causou mais problemas do que soluções, porém isso faz parte de nossa natureza e não é forçado, também não é uma preocupação e nem uma obrigação da banda. Realmente nesse disco a sonoridade que procuramos foi a do rock setentista, buscamos os mesmos amplificadores (Valvulados), pedais e captadores de guitarra para reencontrar aquele som antigo, acho que deu bem certo! Quanto à influência do Rock BR, creio que ela apareça nas letras curtas e na forma de cantar, sem muitas melodias, como faziam os Titãs dos anos 90. O “Funk do Palim” é cantada pelo Daniel Belleza mesmo, é o próprio maldito que cantou!

A nosso pedido, a Família Palim preparou um faixa-a-faixa do novo disco. Dá uma olhada:

Quero jogar sinuca na casa do Inri – A música antes de tudo é uma vontade da banda, podíamos até criar uma campanha, né? Já pensou no slogan: “Ajude a Família Palim a jogar sinuca na casa do Inri!” Mas a música é sobre essa figuraça autodenominada ”Inri Cristo”.

Desça o Cacete – É uma homenagem e uma paródia da música “Beat on The Brat” do Ramones. Ela foi gravada com os vocais de Josimar Ramone, vocalista da banda Ted Gugu e os Espanta Neném (Maringá). Josimar é um dos maiores especialistas em Ramones do Brasil e diz ter cantado a música com as mesmas nuances usadas pelo Joe Ramone no show de Chicago em 1985!

A incrível história do padre voador – Putz, é a história de um padre que resolveu dar um rolê aéreo se pendurando em balões de oxigênio, aí voce já sabe no que deu, né?

Let´s Ride – Poxa, é uma música feita para se ouvir andando de motoca na estrada e conta a história de um maldito que se perde na vida em cima de uma bela motoca estradeira!

Caiu na Net é Pau – Essa música é sobre aquele velho probleminha de se perder o celular com vídeos e fotos “indevidas”. Vai dizer que você nunca viu ou ouviu a frase: “Ah, coitadinha! Perdeu o Celular!”?

Funk do Palim – Putz, essa música é uma das mais antigas do disco e tem a magnífica participação do Daniel Belleza que nos fez o favor de engrandecer nosso disco com sua bela voz! Feita para dançar!

Rock and Roll Truck – Essa é uma daquelas músicas que definem um disco: ela tem a sonoridade que queríamos, tem uma forte influência, timbres e riffs das bandas dos anos setenta.

Motociclistas na Área 51 – Vejo as fotos da Área 51 [área militar restrita no deserto de Nevada, EUA] e fico imaginando: “Já pensou um puta encontro de motos naquele lugar?”. Além disso, a música tem aquele instrumento “alienígena”, o theremin, que dá um clima mais que especial para a canção!

Cavalo 52 – Essa é a história de um camarada que tinha problemas dimensionais com preservativos.

Orestes Song – Nossa, Orestes Song foi feita com as falas da participação do Orestes Quercia no programa Roda Viva, onde ele discute firmemente com o jornalista Rui Xavier. A discussão entre os dois é genial e imperdível. Se você ainda não viu, confira nesse link: http://www.youtube.com/watch?v=0Rif7tEk4i4&feature=fvst .

Black Smoke – Acho que é a música que conseguimos reunir o maior número de influências possíveis: ela tem um toque de Grand Funk, um riff feito com Wha Wha e Fuzz Face no estilo Jimi Hendrix, tem uma letra com palavreados bem conhecidos do Jorge Ben (camarada, que beleza e maravilha). Porém, é o solo de bateria que dá o toque especial para a canção, afinal que banda nos últimos 30 anos gravou um solo de bateria em seu disco de estúdio?

[TEXTO: Mariângela Carvalho FOTOS: Divulgação]

“Nós fazemos seu sonho virar realidade, e depois o comemos”. Essa frase não foi tirada de uma piada sobre o Ronaldo depois da eliminação do Corinthians na Libertadores, ela é o lema dos canadenses do EpicMealTime, programa gastronômico surreal visto por mais de 33 milhões de pessoas na internet.

As receitas são inacreditáveis. Como uma casinha de presépio de Natal feita com telhado de tiras de bacon, paredes de carne de porco moída com steaks e costelinhas, e um interior recheado por purê de batata e queijo cheddar.

Quer mais? Um especial de Dia dos Namorados com bombons e cupcakes recheados com bacon doce, corações de galinha temperados com pasta de amendoim e Jack Daniels; e um bolo de chocolate recheado com coração de carneiro enrolado em tiras de bacon.

Esses delírios gastronômicos são promovidos pelos canadenses Harley Morenstein e Sterling Toth, criadores do EpicMealTime, que contam com uma equipe sempre disposta e faminta por “Comidas Épicas” mostradas semanalmente no programa. “Sempre comemos as comidas que preparamos e sempre comemos tudo. Nem sempre a pessoa do vídeo come tudo, mas sempre temos um time de pessoas esperando para experimentar nossas ‘Comidas Épicas’”, explica Morenstein.

Até agora o canal no YouTube do EpicMealTime, com 17 vídeos, já ultrapassou a marca das 9 milhões de exibições, fato que chamou a atenção de algumas emissoras de TV.

O Urbanaque conversou por email com Harley Morenstein e Sterling Toth, que explicaram um pouco do sucesso do EMT, além de revelarem suas preferências culinárias. Confira:

Quando vocês tiveram a ideia de criar o EMT? Vocês amam junk food?
Harley Morenstein – Adoramos junk food! O programa começou no último verão, quando planejamos fazer um vídeo sobre a pior pizza de todos os tempos. Nós vimos que tinha potencial para criar uma série e foi aí que decidimos pelo nome EpicMealTime. Toda semana desde então nós lançamos um nova “Comida Épica”.

Qual foi a pior comida que vocês já fizeram?
Sterling Toth – Bom, isso é uma questão de opinião. Nós debatemos constantemente sobre qual foi a comida mais saborosa e qual a pior comida que fizemos. Mas a verdade é que tudo que fizemos até agora tem sido delicioso. Nós até refizemos algumas das receitas fora das câmeras apenas para saborear novamente.

Muitas pessoas no mundo amam bacon, assim como vocês…
Sterling Toth – Sim, nós amamos bacon. Bacon é nosso melhor amigo. Ele te torna mais forte e mais rápido. Se você inalá-lo, te fará mais inteligente também.

De onde veio esse amor por bacon?
Harley Morenstein – Bacon é fácil de encontrar aqui no Canadá. Nós realmente acreditamos que se você gosta de alguma coisa, com certeza vai gostar mais se ela tiver bacon. E é por isso que nós sempre colocamos bacon em nossos cheeseburgers, sempre colocamos bacon em nossos sanduíches de queijo. Também colocamos pedaços de bacon em nossa salada… brincadeira, nós nunca comemos salada. Nunca, a não ser que seja uma SALADA DE CARNE.

Vocês conhecem algum tipo de comida brasileira? Vocês preparariam uma comida brasileira especialmente para os fãs brasileiros do Epic Meal Time?
Sterling Toth – Recebemos mensagens de fãs brasileiros o tempo todo no Twitter. Já pedimos algumas sugestões de comidas brasileiras para que possamos fazer um ‘Epic Brazilian Meal’. Estamos nos preparando para fazer algo do tipo.

Algumas pessoas consideram vocês o “Jackass da comida”. Vocês gostam dessa comparação?
Harley Morenstein – Yeah, nós adoramos. Crescemos assistindo Jackass quando estávamos no colegial. Até nossa logo foi inspirada na logo do Jackass.

Vocês sempre comem as comidas que preparam?
Harley Morenstein – Sempre comemos as comidas que preparamos e sempre comemos tudo. Nem sempre a pessoa do vídeo come tudo, mas sempre temos um time de pessoas esperando para experimentar nossas comidas épicas.

Qual a comida favorita de vocês?
Harley Morenstein – Cheeseburgers.

Existe um limite na hora de cozinhar?
Sterling Toth – Não temos limites quando se trata de cozinhar. Temos toneladas de ideias malucas e estamos salvando nossas ideias mais doidas para os episódios futuros. Elas vão ficando cada vez mais insanas.

O EMT já é um hit na internet, pretendem ir para um canal de televisão? Já receberam propostas?
Sterling Toth – Já recebemos várias propostas e até já temos algumas emissoras em vista. Estamos apenas esperando, mas de qualquer forma, toda terça-feira tem um novo vídeo do EpicMealTime.

[TEXTO Bruno Dias FOTO Reprodução]

“Em 2008, quando ainda tocava na Cafetones, tive a ideia de formar a Bangs. Eu tinha algumas composições com uma pegada mais folk e comecei a compartilhá-las com o André, um amigo que também tinha banda em Mogi das Cruzes”, conta Danilo Barreto, responsável por voz, guitarra e violão. “Mogi tem um cenário musical bem definido. Quem gosta de rock, uma hora ou outra, acaba se conhecendo”, completa André Serante que, vez ou outra, se arrisca na gaita.

Hoje vivendo na capital paulista fica evidente que as influências urbanas se uniram às vindas do interior. Assim, o som dos garotos, resulta em uma mescla entre o folk anos 70 com rock do início dos anos 90. “Todos têm suas próprias referências e isso acaba influenciando as linhas de cada instrumento nas músicas. Normalmente, cada um compõe seu instrumento e as influências acabam transparecendo no todo, mesmo que sejam divergentes”, comenta Barreto. Já André acredita que a Bangs transita entre folks mais leves e rocks mais diretos. “Uma premissa da banda é estar entre esses dois estilos, seja como for. O que levo de mais nítido para banda é Bob Dylan, Beatles, Mutantes, Ryan Adams e The Thrills. Mas, se me fizer essa pergunta amanhã, provavelmente responderei outra coisa”.

O primeiro EP do quarteto, Mofo, lançado no ano passado, chegou ao top 100 da Trama Virtual. “Tem sido positivo o retorno que estamos tendo do público. No show de lançamento reparamos que varias pessoas já arriscavam cantar algumas músicas. Isso é bem legal para uma banda nova”, conta Danilo. “Essa é com certeza a melhor parte. É quando você percebe que todo o suor tem valido a pena”, completa André.

Aliás, os improvisos nos shows merecem um capítulo à parte. “Certa vez rolou uma tentativa furada de tocar uma versão instrumental ‘violão+gaita’ de ‘Yesterday’. A gaita não saia direito no PA e errei algumas notas no violão. Foi feio”, relembra Danilo. “Tivemos que voltar a música umas três vezes pra conseguir terminá-la. Erramos a hora de entrar, o violão estava desafinado e o Dan voltou pra afinar. Quando parecia legal, o microfone da gaita começou a dar microfonia e mandaram parar pra regular. Enfim conseguimos tocar a música, mas deu tanta merda que estamos proibidos pelos outros integrantes de tentar isso de novo”, brinca André.

Dentre as canções presentes, os meninos destacam “Não Vou Mudar”. “Foi uma das primeiras músicas que fizemos, logo nos primeiros ensaios. Lembro que o Dan já tinha grande parte dela pronta. Só a terminamos e estruturamos o que faltava”, diz Andre. “Um detalhe legal é que o Guilherme toca baixo e teclado nela, ao melhor estilo Geddy Lee”, conta Danilo. “Quanto à letra, fala sobre um cara que está de saco cheio e vai embora de casa porque não vai mudar seu jeito de ser. Tirando a parte de ir embora de casa, acho que a letra é até um pouco autobiográfica. Sou meio resistente a mudanças”, complementa.

E o futuro? Pequenos passos, nada de colocar a carroça na frente dos bois. “Estamos correndo atrás de datas e esperamos passar por muitas cidades. Também já aumentamos e muito nosso repertorio, já dá pra pensar bem no que lançar durante o ano”, finaliza Danilo. Fique de olho e comece a ouvir o que eles tem a dizer.

Ouça as músicas de Mofo no Myspace da banda.

[TEXTO: Murilo Basso VÍDEO: Bangs FOTO: Divulgação]

“Ukulelê será a tendência da música brasileira em 2011″.

E nós não duvidamos do pessoal do Ecos Falsos, primeiros convidados da temporada 2011 do Urbanaque Apresenta na nossa, na SUA Rádio Levi’s.

Para manter o padrão (ou a falta) de qualidade, o programa teve muita chinelagem, perguntas despropositadas, desvios de assuntos e pitadinhas de polêmica. Sente o drama no teaser do programa, gentilmente surrupiado do blog da banda.

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O programa vai ao ar nesta quinta-feira, às 15h, com reprise às 23h. Anotou?

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