Bangs se muda para a capital e já pensa no primeiro disco

“Em 2008, quando ainda tocava na Cafetones, tive a ideia de formar a Bangs. Eu tinha algumas composições com uma pegada mais folk e comecei a compartilhá-las com o André, um amigo que também tinha banda em Mogi das Cruzes”, conta Danilo Barreto, responsável por voz, guitarra e violão. “Mogi tem um cenário musical bem definido. Quem gosta de rock, uma hora ou outra, acaba se conhecendo”, completa André Serante que, vez ou outra, se arrisca na gaita.

Hoje vivendo na capital paulista fica evidente que as influências urbanas se uniram às vindas do interior. Assim, o som dos garotos, resulta em uma mescla entre o folk anos 70 com rock do início dos anos 90. “Todos têm suas próprias referências e isso acaba influenciando as linhas de cada instrumento nas músicas. Normalmente, cada um compõe seu instrumento e as influências acabam transparecendo no todo, mesmo que sejam divergentes”, comenta Barreto. Já André acredita que a Bangs transita entre folks mais leves e rocks mais diretos. “Uma premissa da banda é estar entre esses dois estilos, seja como for. O que levo de mais nítido para banda é Bob Dylan, Beatles, Mutantes, Ryan Adams e The Thrills. Mas, se me fizer essa pergunta amanhã, provavelmente responderei outra coisa”.

O primeiro EP do quarteto, Mofo, lançado no ano passado, chegou ao top 100 da Trama Virtual. “Tem sido positivo o retorno que estamos tendo do público. No show de lançamento reparamos que varias pessoas já arriscavam cantar algumas músicas. Isso é bem legal para uma banda nova”, conta Danilo. “Essa é com certeza a melhor parte. É quando você percebe que todo o suor tem valido a pena”, completa André.

Aliás, os improvisos nos shows merecem um capítulo à parte. “Certa vez rolou uma tentativa furada de tocar uma versão instrumental ‘violão+gaita’ de ‘Yesterday’. A gaita não saia direito no PA e errei algumas notas no violão. Foi feio”, relembra Danilo. “Tivemos que voltar a música umas três vezes pra conseguir terminá-la. Erramos a hora de entrar, o violão estava desafinado e o Dan voltou pra afinar. Quando parecia legal, o microfone da gaita começou a dar microfonia e mandaram parar pra regular. Enfim conseguimos tocar a música, mas deu tanta merda que estamos proibidos pelos outros integrantes de tentar isso de novo”, brinca André.

Dentre as canções presentes, os meninos destacam “Não Vou Mudar”. “Foi uma das primeiras músicas que fizemos, logo nos primeiros ensaios. Lembro que o Dan já tinha grande parte dela pronta. Só a terminamos e estruturamos o que faltava”, diz Andre. “Um detalhe legal é que o Guilherme toca baixo e teclado nela, ao melhor estilo Geddy Lee”, conta Danilo. “Quanto à letra, fala sobre um cara que está de saco cheio e vai embora de casa porque não vai mudar seu jeito de ser. Tirando a parte de ir embora de casa, acho que a letra é até um pouco autobiográfica. Sou meio resistente a mudanças”, complementa.

E o futuro? Pequenos passos, nada de colocar a carroça na frente dos bois. “Estamos correndo atrás de datas e esperamos passar por muitas cidades. Também já aumentamos e muito nosso repertorio, já dá pra pensar bem no que lançar durante o ano”, finaliza Danilo. Fique de olho e comece a ouvir o que eles tem a dizer.

Ouça as músicas de Mofo no Myspace da banda.

[TEXTO: Murilo Basso VÍDEO: Bangs FOTO: Divulgação]

Be first to comment