Ben Kweller manda recado aos brasileiros: “Qualquer música que quiserem ouvir é só gritar que eu toco”

A partir do dia 4 de dezembro, em São Paulo (SESC Vila Mariana), Ben Kweller, 31, dá início a sua primeira turnê pelo Brasil, que contará ainda com shows no Rio de Janeiro (dia 6, no Imperator), em Belém (dia 7, no festival Se Rasgum) e em Fortaleza (dia 8, no Órbita Bar).

Ben virá sozinho, sem banda, e com o excelente álbum “Go Fly a Kite” (2012) como fio condutor de suas apresentações. Vir sozinho para o Brasil foi praticamente escolha de Ben, que tem uma espécie de ritual de reconhecimento toda vez que toca pela primeira vez em algum local. “Quando toco sozinho posso tocar qualquer coisa, sem me preocupar se a banda ensaiou. Costumo fazer isso sempre quando visito um país pela primeira vez. Eu gosto de ter uma noite mano a mano com meus fãs. Se eles tiverem pedidos de músicas especiais, eu com certeza vou tentar tocar”, explica.

 

Californiano de nascimento, mas cidadão do Texas de coração, Ben kweller conversou por telefone com o Urbanaque, direto de seu escritório em Austin, Texas, cidade que escolheu para criar os filhos e tocar seus trabalhos após morar em Nova York. “Eu amo Austin, Texas. É uma das minhas cidades favoritas no mundo. Eu cresci no Texas, [Greenville] perto de Dallas”.

Leia o restante da conversa:

Urbanaque – Como vão ser os shows no Brasil? Pretende fazer algo especial por ser sua primeira vez por aqui?

Ben Kweller – Estou muito animado para ir ao Brasil, principalmente porque vou sozinho. Quando toco sozinho eu posso tocar qualquer coisa, sem me preocupar se a banda ensaiou. Costumo fazer isso sempre quando visito um país pela primeira vez. Eu gosto de ter uma noite mano a mano com meus fãs. Se eles tiverem pedidos de músicas especiais, eu com certeza vou tentar tocar. vão ser shows com muita energia, divertidos. Vai ser ótimo!

Os shows vão ser mais focados nas músicas do ultimo disco, “Go Fly a Kite”?

Sim, vou tocar muitas músicas do “Kite”, mas também vou fazer uma mescla com canções do “Sha Sha” (2002) e tudo que estiver entre os dois discos. Coisas do “Changing Horses” (2009).

Como você soa quando toca sozinho?

Claro que não haverá baixo e bateria, mas terá violão, piano e muita distorção. Tudo muito alto e louco. Acredito que minha personalidade fica mais intensa quando eu toco sozinho. Será “Ben Kweller puro”!

Você vai tocar em 4 cidades, pretende fazer turismo nelas? Principalmente em Fortaleza, Belém e Rio de Janeiro?

Claro, eu gostaria muito de fazer isso. Só preciso ver se vou ter tempo de fazer. Esse que é o grande problema quando você está em turnê. Na verdade é o problema de todo mundo que viaja para trabalhar, nem sempre sobra tempo de visitar os lugares. Então se eu tiver tempo de ir a um bom restaurante e comer uma boa comida, já vou estar satisfeito. Quero tentar escrever algumas canções também.

Seu show no Rio de Janeiro foi mobilizado e “bancado” pelos fãs. O que você acha disso?

Me sinto feliz e com muita sorte por isso. Quando eu estiver aí, quero conhecer pessoas de gravadoras para poder lançar meus discos no Brasil. Para mais gente me conhecer e eu poder voltar mais vezes. Me sinto muito sortudo por ter fãs por aí.

Por que você escolheu Austin para morar com sua família e manter sua estrutura de trabalho?

Eu amo Austin, Texas. É uma das minhas cidades favoritas no mundo. Eu cresci no Texas, [Greenville] perto de Dallas. Quando tinha 18 anos mudei para Nova York, eu amo Nova York, talvez um dia eu até volte a morar lá. Em NY você pode realizar muitos sonhos, mas chega uma hora que seus sonhos mudam, sabe. O que eu faço aqui em Austin eu não conseguiria fazer em NY.

O que mudou no seu sonho?

Eu queria ser mais independente, ser mais auto-suficiente. Queria ter meu proprio espaço criativo, queria ser artista o tempo todo sem ter que me preocupar com as loucuras da cidade. Existem muitas distrações em NY. Rolam festas o tempo todo, você fica um mês sem parar em casa se quiser.

Em Austin você montou seu próprio estúdio…

Tenho meu próprio espaço, meu próprio escritório, meu próprio selo. Em NY eu não conseguiria ter tudo isso. Lá é tudo muito caro, com muitas regras. Aqui eu posso ficar o tempo que quiser. Aqui tem muita coisa acontecendo também, muita música, é uma cidade legal.

O que você tem escutado ultimamente em casa?

Ultimamente em casa eu escuto as coisas que as crianças têm escutado. Eles ouvem muito Kiss, “I wanna rock and roll all night and party everyday” [canta]. Essa é a música favorita do meu filho de 6 anos, Dorian [Ben também é pai de Judah, de 2]. Ele só curte ouvir isso e “Sweet Child O’ Mine” [Guns N’ Roses], e muitas coisas de hard rock.

Você que mostrou essas coisas pra eles?

Algumas coisas sim, eu toco muita coisa pra eles ouvirem, mas eles mesmo que escolhem seus favoritos.

Você já visitou a Argentina algumas vezes, certo? Por causa da família da sua mulher [Liz Smith]…

Sim, já fui algumas vezes pra Argentina, mas nunca toquei lá. Adoro a Argentina, a América do Sul, tudo “tranquilo”.

Gostaria de mandar um recado para os fãs brasileiros?

Estou contando os dias, qualquer música que quiserem ouvir é só gritar que eu toco. Vamos nos divertir muito por aí.

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