“Casagrande e seus Demônios” revela o lado mais sombrio do ídolo corinthiano

Não é preciso esperar muito para dar de cara com a cena em que Casagrande encara a seqüência de três carreiras de cocaína, alguns comprimidos, meio litro de tequila, uma dose de heroína e um baseado. O jornalista e autor do livro Gilvan Ribeiro já reserva as primeiras páginas de “Casagrande e seus Demônios”, para descrever um pouco de como era a rotina do ídolo corinthiano.

O livro narra de forma detalhada os momentos mais marcantes da carreira de Casagrande. A Democracia Corinthiana, os jogos pela seleção, sua passagem pela Europa, todos acompanhados de suas drogas prediletas. Até mesmo os episódios mais fortes como a vez em que foi espancado pela ROTA, sua overdose em frente ao filho e seu acidente de carro em 2007 são narrados pelo jogador com uma franqueza absurda.

Há também algumas boas e curiosas histórias como os bastidores da Democracia Corinthiana, sua rivalidade com Emerson Leão, a Turma do Veneno e quando travou ao tentar passar uma cantada em Fernanda Abreu, durante um show da Blitz. Seu lado musical também é relatado pelo jogador que era amigo de Gonzaguinha e “ouvia de Chico Buarque a Raul Seixas, de Caetano Veloso a Mutantes, de Gilberto Gil a Belchior”.

Uma leitura pesada, mas fundamental para você entender a trajetória que quase acabou com a vida desse ídolo que de acordo com o autor do livro, sempre manifestou uma tendência para zombar da vida.

Leia, mesmo que você não seja corinthiano e não goste de futebol.

Ficha técnica:
Título: Casagrande e seus Demônios
Autor: Walter Casagrande e Gilvan Ribeiro
Editora: Globo Livros, Edição 1, 248 páginas

Co-fundador e editor do Urbanaque.com.br e Birrinhas.com

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