Josh Rouse no Brasil PORCIRILO DIASFOTOS E VÍDEOS CIRILO DIAS
06/09/2008
(SÃO PAULO/SP) Em sua passagem pelo Brasil, o cantor norte-americano Josh Rouse teve duas oportunidades de mostrar um breve resumo de sua carreira e sua extensa discografia.
São Paulo reservou o palco do Sesc Vila Mariana para a estréia do cantor em terras brasileiras. E em uma hora e meia de show, o teatro lotado pôde presenciar um dos melhores shows do ano, até então. Com um repertório priorizando músicas de seu último disco, Country House City Mouse, Josh Rouse e banda começaram de uma forma um pouco acanhada, com as calminhas “Her Majesty Eyes” e “It Looks like Love”. Foi a partir de “Summertime” que cantor e platéia começaram a criar a sintonia necessária para transformar um show de mais de uma hora em uma sensação de que foram apenas alguns minutos de Josh Rouse.
“Hollywood Bass Player” foi a primeira a arrancar aplausos e algumas cantorias esporádicas, já que quebrar o transe em que o público se encontrava só foi possível quando o próprio Josh Rouse pediu ajuda para cantar o “para pa paaaaaaa” de “Winter in The Hamptons”.
Josh Rouse - "Winter in The Hamptons"
Uma breve acalmada com “Pilgrim” e “Quiet Town” foi necessária para a seqüência “Come Back”, “Love Vibration” e “Sweetie”, que fez o público começar a abandonar suas poltronas numeradas para se aglomerar em frente ao palco.
Josh Rouse - "Sweetie"
“It´s the nightime” foi a música escolhida para deixar os fãs esperando o bis, que, apesar de contar com “Directions”, teve “Sad Eyes”, eleita a música mais emocionante e cantada pelo público já dominante da frente do palco.
Josh Rouse - "Directions"
Um bela noite fria em São Paulo encerrada com quase todos os discos do cantor esgotados na banquinha do lado de fora.
Três mil quilômetros de distância - Enquanto a noite fria e o céu aberto foram as recepções da capital paulista aos norte-americanos, o Festival Mada, em Natal (RN), reservou calor, sol e praia, pelo menos durante a tarde.
Com a noite de sábado do festival reservada para Mallu Magalhães, Cordel do Fogo Encantado e Seu Jorge, um Josh Rouse em meio à programação causava uma certa desconfiança no público e na imprensa local, que torciam para que o show fosse surpreendente.
Ainda bem que o cantor aproveitou a tarde para tomar um ar à beira-mar, pois a profecia local, “quando o Cordel pisa no palco, faz chover”, foi cumprida mais uma vez e sob uma forte chuva só restou enxugar o repertório e tocar com um pouco mais de raiva, para esquentar o público, que não se importava com toda aquela água caindo na cabeça.
Apesar de terminar o show com “Nightime” e “Directions”, o formato festival acabou com a expectativa do bis, tempero que deixou essas duas músicas com um sabor especial em São Paulo.
Seja dentro de um teatro, seja à beira-mar, Josh Rouse mostrou que é forte concorrente a um dos melhores shows do ano.