DJ A.S.M.A. | Meu Vinil de Estimação

Foi com apenas dois anos de idade, ainda no colo de sua mãe, que Luis Rodrigues, o DJ A.S.M.A., começou um relacionamento sério com discos de vinil.

Durante um passeio por um shopping center da capital paulista, o inquieto DJ A.S.M.A  precisava de algo que desse tranquilidade para os pais. Foi aí que a mãe de Luis teve a ideia de entrar em uma das lojas da extinta rede HI – FI.

Sem nem dar tempo para os pais pensarem, ele agarrou um vinil que tinha uma “caveira segurando uma espada”, era o vinil Made In Japan, do Iron Maiden. “Minha mãe olhou para meu pai e perguntou o que fazer. Aí ele falou ‘já que o moleque não vai largar o disco, vamos comprar então. Eu larguei aquele vinil e grudei em outro, o Creatures of The Night, do Kiss. Quando cheguei em casa, fiquei ainda mais maravilhado quando descobri que aquilo tocava”.

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O tempo passou e o que era para ser apenas uma fase da vida se tornou profissão. Desde 2004 o DJ A.S.M.A é responsável pelos beats e samples dos discos do rapper Rincon Sapiência, e também pela produção e direção de seus videoclipes, com sua produtora Porqueeu Filmes.

Neste primeiro post da série Meu Vinil de Estimação, Luis abriu as portas de sua casa para o Urbanaque e ainda elegeu os seus três vinis de estimação.

Com a palavra, Luis Rodrigues, o D.J. A.S.M.A.

“É engraçado, porque por mais que eu tenha muitos discos, não me considero um colecionador. Sou DJ e DJ tem que ter discos para fazer as mixagens, samplear, achas coisas, referências. Aí acabo trabalhando com músicas nos vídeos também, e ela está presente em tudo o que eu faço. Não sei se sou um colecionador, porque colecionador é meio paranóico, ele sofre, né? E eu não quero ter todos os discos, eu sou presenteado com coisas que garimpo nos sebos. Às vezes eu encontro algo muito barato, pego e aquilo para mim parece um presente.

O que eu faço é um trabalho de resgate das coisas. Devo ter uns 3 mil discos, mas não sei exatamente quantos são. Sei quais eu tenho e todas as suas histórias, mas não consigo precisar quantos tem espalhados aqui pelo apartamento.”

 

Wu-Tang Clan – Enter the WuTang Clan (36 Chambers)

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Eu tinha 13 anos quando este disco saiu. Ele mudou a minha visão do rap. Na época o rap estava de um jeito e quando ele saiu parece que todo o rap desta época se movimentou. É uma época que eu amei muito, ouvia toda a hora e comecei a descobrir muita coisa underground de NY. É um disco clássico, que eu gosto muito.

Erkin Koray – Meçhul

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Este é um puta de um disco da Turquia, que é uma pesquisa que tenho feito muito agora e estou chapado nos sons de lá. Esse cara é um papa do rock turco, um símbolo muito importante do rock. Eu chapo muito no som dele, na sonoridade e tudo que vem de lá tem me interessado muito.

A MÁQUINA RA!

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A Maquinda Ra! by Cirilo Dias on Mixcloud

Foi um disco que descobri, ganhei de presente e depois achei outra cópia por 70 reais. Tenho doi s deles para fazer back to back, e se fosse colecionador eu deixaria ele guardadinho, porque no mercado ele estava valendo mais de mil reais, agora não sei quanto vale mais, porque este mercado é a coisa mais insana que existe. É um disco nacional de 1970 e não tem muito registro desse cara. Alguns acham que é o Raimundo José, mas enfim, é um Raimundo que fez um disco cheio de groove que lembra um pouco de Tom Zé com Gerson King Combo. É muito louco, ideias fortes, um groove forte, um disco muito autêntico de um cara que nunca vi mais lançar alguma coisa.

Co-fundador e editor do Urbanaque.com.br e Birrinhas.com

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