Escolha dos editores: Sound City, Daniel Romano e Indomável Sonhadora estão entre as dicas da semana

Sound City (filme)

A pausa do Foo Fighters assustou um pouco os fãs, mas a causa era nobre: Dave Grohl queria se dedicar a história do estúdio Sound City. Fundado em 1969 na Califórnia, o local é um verdadeiro templo de amor à música, frequentado por artistas como Neil Young, Johnny Cash, Rick Springfield, Fleetwood Mac, Tom Petty, Queens of the Stone Age, só para citar alguns. Grohl tem uma relação quase que de gratidão com o estúdio, já que ali foi gravado, em apenas 16 dias, o álbum Nevermind, do Nirvana, fazendo do líder do FF quem ele é hoje. Além de mostrar as histórias de vários dos discos clássicos gravados no Sound City, o documentário ainda registra a compra da mesa Neve 8028 Console, por Dave Grohl, e sua instalação e “festinha de inauguração” do novo brinquedinho do baterista em seu estúdio particular. Para isso, ele reuniu artistas que gravaram por lá em um novo disco, que conta ainda com Paul McCartney como “novo vocalista” do Nirvana.

Daniel Romano – Come Cry With Me (música)

O canadense Daniel Romano teve certa projeção no começo da década passada com a banda de indie rock Attack In Black. Em sua carreira solo, iniciada há três anos, Daniel encosta a guitarra para assumir a persona de um paladino da country music. Come Cry With Me é o terceiro álbum dessa nova fase, e traz belas canções que deixariam Gram Parsons emocionado.

Indomável Sonhadora (filme)

A beleza de Indomável Sonhadora se dá por vários aspectos. O primeiro deles está na figura da pequena Hushpuppy, interpretada pela jovem Quvenzhané Wallis (atriz mais nova a receber indicação ao Oscar de melhor atriz), uma criança inocente e cheia de sonhos, mesmo vivendo em um local que pouco favorece qualquer qualidade positiva. O segundo está forma da narrativa do longa de Benh Zeitlin, cheia de metáforas e sempre do ponto de vista de Hushpuppy (uma criança de 6 anos), que precisa lutar pela sobrevivência (sua comunidade é inundada para dar lugar a uma barragem) ao lado do pai doente (Dwight Henry) e que se recusa a procurar ajuda. Uma bela história de fé e esperança, mostrando que a humanidade e a felicidade podem estar até nos lugares mais improváveis.

My Bloody Valentine – M B V (música)

Kevin Shields levou mais de duas décadas para gestar o sucessor de Loveless (1991), fato que só fez aumentar a angústia de sua base de fãs, rendendo ainda a brincadeira de que o tal álbum dos irlandeses era o Chinese Democracy do indie rock. Com o suspense aniquilado no último final de semana, os adoradores da banda foram brindados a sonoridade etérea e hipnotizante de sempre intacta. Como se essas duas décadas fossem um ligeiro intervalo de dois anos.

Uncut – Honky Tonk Heroes (música)

Para seguir no assunto Gram Parsons, a revista inglesa Uncut estampou na capa da edição de fevereiro o pai do country rock, personagem da matéria principal que explorou fatos curiosos de sua curta e marcante carreira. Encartado com a revista, um precioso disquinho com as influências de “GP”, músicos do calibre de George Jones, Hank Williams, Everly Brothers, Roy Orbison e Johnny Cash.

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