Nada Surf vem ao Brasil com membro do Calexico e promete shows “épicos”

Em sua primeira passagem pelo Brasil, em 2004, os integrantes do Nada Surf foram surpreendidos ao encontrarem casas lotadas e fãs dedicados, cantando todas as canções. Essa energia boa foi o suficiente para conquistar os nova-iorquinos, que desembarcam no país para cinco apresentações entre os dias 22 de abril e 5 de maio.

Com um disco de inéditas na bagagem, o recém-lançado The Stars Are Indifferent to Astronomy, o trio formado por Matthew Caws (guitarra e vocais), Ira Elliot (bateria) e Daniel Lorca (baixo), trará na bagagem muita empolgação e Martin Wenk, membro do Calexico, responsável por acrescentar elementos “épicos” nas canções pop do Nada Surf.

Para as apresentações no Brasil, a banda pretende tocar umas sete faixas de The Stars Are Indifferent to Astronomy e resgatar antigos hits. Em conversa com o Urbanaque, o baterista Ira Elliot contou ainda que uma versão de “Corcovado”, de Tom Jobim, poderá aparecer em um momento intimista e todo especial de Matthew Caws. “Esperamos desta vez ter um pouco mais de tempo livre para conhecer algumas cidades. Sei que vamos comer a comida local e beber o vinho daí. Isso eu posso te garantir”, avisa o baterista.

Confira abaixo a conversa completa com Ira e os detalhes da nova vinda do Nada Surf ao Brasil:

Urbanaque – Quais são as expectativas de vocês pra essa nova passagem pelo Brasil?
Ira Elliot – Não sei exatamente. Geralmente mantenho minhas expectativas baixas, assim tudo vira uma agradável surpresa. Acho que vamos ver várias caras e lugares novos, comer coisas incríveis e fazer vários shows “quentes” de rock. Essa é minha previsão.

O que os fãs brasileiros podem esperar de um show do Nada Surf?
Estamos indo para o Brasil com nosso amigo Martin Wenk, que é membro do grupo Calexico. Ele vai acrescentar uma série de elementos como teclados, guitarra, trompete, theremin, tamborim. Ele toca tudo isso. Então esperamos que os shows não só tenham uma energia boa como também soaram épicos. Acabamos de finalizar uma turnê de três semanas na Europa e estamos muito fortes. Cuidado pessoal!

Quais memórias vocês têm da primeira visita ao Brasil?
O que mais me recordo é da ótima energia que recebemos do público por onde passamos. Existia muito amor nos lugares e todo mundo parecia conhecer cada letra de cada música nossa. Foi realmente fantástico. Esperamos repetir isso. Também me lembro de ficar impressionado com o tamanho assustador de Rio e São Paulo. Foi insano, incrível.

Como The Stars Are Indifferent To Astronomy se difere dos discos anteriores?
Bom, é o mais novo! Brincadeira, na verdade eu acho que o disco é um pouco mais rápido, mais enérgico que nossos últimos trabalhos. Podemos estar ficando mais velhos, mas não sentimos que devemos diminuir o ritmo. Não agora. Também não estamos interessados em reinventar a roda, então ele tem um sentimento familiar. É isso, ele soa parecido com nossos primeiros discos.

Conte um pouco sobre o processo de gravação de The Stars Are Indifferent To Astronomy.
Decidimos logo de cara que iríamos fazer esse álbum o mais rápido possível, mantendo a energia lá no alto. Então ensaiamos as dez canções por algumas semanas e basicamente gravamos as faixas em cinco dias, bem rápido. Não fazíamos isso desde nosso primeiro álbum, de 1996. Usamos Chris Shaw, que mixou Always Love alguns anos atrás e o estúdio Headgear, que fica na esquina de nossos apartamentos aqui no Brooklyn, então tudo correu muito bem. Depois usamos o loft de Daniel, que chamamos de ‘sitcom’, porque sempre existe uma alta rotatividade de pessoas vivendo por lá, como uma série de comédia. Lá gravamos todos os overdubs. Como sempre, Matthew escreveu todas as melodias básicas e as progressões de refrão, para depois nós três tocarmos juntos tudo repetitivamente até virarem canções.

Com sete álbuns no currículo, como vocês fazem para encaixar antigos hits nos shows? Estão pensando em tocar um setlist especial durante a turnê pelo Brasil?
Vamos tocar bastante coisa do novo disco, provavelmente uma sete ou oito canções novas, mas também iremos tocar muitas coisas dos primeiros álbuns. Infelizmente com tantos discos sempre desapontamos algumas pessoas por não tocar suas canções favoritas, mas não tem jeito, tem que ser assim. Não sei se vamos preparar alguma coisa especial para o Brasil, somos bem preguiçosos. Talvez Matthew toque sua bela versão acústica de “Corcovado”.

Qual mensagem você manda para os fãs brasileiros do Nada Surf?
E aí fãs brasileiros do Nada Surf! Em nome de todo o grupo gostaria de expressar o quão animado estamos em finalmente voltar ao seu lindo país. Queremos ver suas lindas caras, suas cidades incríveis e comer sua maravilhosa culinária. E chutar a bunda de todos vocês, musicalmente falando. Vemo-nos em breve!

Nada Surf no Brasil

22 de abril – Festival Abril Pro Rock, Recife
25 de abril – Cine Joia, São Paulo
28 de abril – Music Hall, Curitiba
4 de maio – Se Rasgum Apresenta, Belém
5 de maio – Orbita Bar, Fortaleza

Mais informações: www.facebook.com/BRNadaSurf

[TEXTO Bruno Dias FOTO Divulgação]

Be first to comment