O sol de Bárbara Eugênia: cantora reúne amigos na estreia do show É o que Temos

Bárbara Eugêniaestá diferente. No show É o que Temos, a cantora apresenta sua maturidade musical e se posiciona como líder da banda, que tem ao seu lado esquerdo o guitarrista Edgar Scandurra (convidado), na bateria Clayton Martin, no baixo Jesus Sanchez, na guitarra Davi Bernardo e nos pianos, teclados e órgão Astronauta Pinguim.

Em seu show anterior, Journal de Bad, Bárbara levava para o palco toda sua trajetória até ali, que era musical e intensa, mas ainda sem a experiência de palco, de um CD lançado. Era só o começo. Agora, inteira e confiante, Bárbara está solar, potencializada. Tudo que ela apresentou no palco na noite de sábado, 1º de junho, no SESC Belenzinho, já existia, só faltava tirar das gavetas e mostrar ao público.

Na estreia de seu novo trabalho em São Paulo, Bárbara ficou a frente das delicadas e poéticas projeções editadas e captadas por Camile Sproesser e Luciana Nunes. Dançou com seu macacão amarelo emprestado da amiga Larissa Marques, foi salva, ainda nos bastidores, pela roommate Renata Simões, que deu uma ajustadinha de última hora no figurino. A menção da presença de seu sobrinho, que assistia ao show da titia pela primeira vez, antecedeu a um dos momentos mais ternos do show na apresentação de “Não tenho medo da chuva e não fico só”, com Tatá Aeroplano e Chankas.

A psicodelia de seus rocks torna a guitarra de Scandurra imprescindível. Perfeita combinação como em “Just Que le Mort”, sintonia construída pelos dois no projeto Le Provocateurs.

Barbára ainda recebeu a visitinha de Pélico para a canção “Roupa Suja” e se jogou na interpretações de todas as faixas de É o que Temos, ora viscerais, ora dançantes de seus rocks e da romântica “Por que Brigamos?”, regravação de Diana que transformou o balcão do SESC no tablado das chacretes do Cassino do Chacrinha.

Ponto para a cantora que deixou a timidez de lado e arriscou (no bis) o funk pancadão “Pessoa Louca”, feito por ela e pela amiga e atriz Karine Carvalho, chamada ao palco para abrir um parênteses ao tirar o público da linha que o show seguia, logo depois retomada pelo encerramento com “As Curvas Da Estrada de Santos” e pelos pássaros soltos por Barbarella.

[TEXTO Elisa Duarte FOTOS Pi Brandão]

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