Orange is the new Black é terceiro acerto da revolução promovida pelo Netflix

 

No último dia 11 de julho estreou mais uma produção original do Netflix: Orange is the new Black, comédia dramática da mesma criadora e produtora-executiva de Weeds, Jenji Kohan.

Baseado no livro homônimo de Piper Kerman, Orange is the new Black tem 13 episódios de 1 hora de duração e retoma a grande revolução iniciada pelo Netflix em House of Cards, com toda sua primeira temporada disponível de uma vez só para assistir.

Desde a escolha da música de abertura, “You’ve Got Time”, canção gravada e composta por Regina Spektor a pedido de Jenji Kohan, até a escolha do elenco, Orange is the new Black mostra que é altamente viciante e forte candidata a nova queridinha dos fãs de séries.

A trama mostra a mudança brusca na vida de Piper Chapman (Taylor Schilling), que vê sua vidinha tranquila no Brooklyn, NY, ao lado do noivo, Larry (Jason Biggs), desmoronar. Tudo por conta de um relacionamento vivido por ela dez anos antes com a traficante internacional Alex (Laura Prepon), indo parar em uma penitenciária feminina federal, para cumprir uma pena de 15 meses.

Logo no primeiro episódio já se percebe que todos aqueles clichês de enredos sobre presídios femininos estão ali: abuso de sexual e de poder por parte dos agentes penitenciários; sexo entre detentas; violência psicológica; e todo tipo de loucura que se pode imaginar. Mas com o desenrolar da história, a trama ganha força ao misturar tudo isso com um texto repleto de ironias e referências pop. Comédia e drama na medida certa.

Outro ponto forte da primeira temporada de Orange is the new Black está na forma como a história de Piper até chegar ali naquele ambiente é contada. Sendo entrelaçada com os dramas das outras detentas, mostrando que no fundo todas são parecidas ali dentro, com segredos e defeitos.

Com sua segunda temporada confirmada para 2014, Orange is the new Black é o terceiro acerto em quatro tentativas do Netflix, que até agora só errou a mão na pouco empolgante Hemlock Grove. Um saldo ótimo pra quem se dá ao luxo de ter em seu catálogo de produções exclusivas House of Cards e Arrested Development.

Só mais um detalhe, no dia 12 de setembro o Netflix estreia mais uma produção exclusiva, Derek, comédia dramática dirigida e estrelada por Ricky Gervais. A revolução definitivamente não está sendo televisionada.

[TEXTO Bruno Dias FOTOS Divulgação/ Netflix]

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