Queens of the Stone Age se rende aos fãs brasileiros em “estreia solo” no Brasil

Os fãs brasileiros do Queens of the Stone Age tiveram que esperar mais de 13 anos para finalmente conseguir ver um show solo da banda aqui no Brasil. Antes de lotar o Espaço das Américas na última quinta (25/9), em São Paulo, com 7 mil pessoas para ver apenas Josh Homme e seus companheiros, o QOTSA só tinha se apresentado dentro de festivais por aqui: em 2001, quando Nicki Oliveri ficou peladão no Rock in Rio; 2010, dentro do festival SWU, em Itu, numa noite gelada e tendo que tocar antes de Linkin Park; e em 2013, no Lollapalooza Brasil, colocando os headliners Black Keys no bolso.

Com ingressos que se esgotaram com cerca de dois meses de antecedência, o Queens of the Stone Age mostrou gratidão aos seus admiradores brasileiros. Josh Homme fez questão de destacar a importância do Brasil na turnê do álbum …Like Clockwork (2013), que começou na mesma São Paulo, em março de 2013, no Lollapalooza.

qotsa-sp-02

Assim como tem acontecido ao longo de toda a turnê, o show começou sem enrolações e com poucas palavras de Josh Homme, mandando a sequência You Think I Ain’t Worth a Dollar, but I Feel Like a Millionaire; No One Knows (que desde a entrada do baterista Jon Theodore na banda, em 2013, passou a ser executada quase com perfeição ao vivo, à altura da original de Dave Grohl), trazendo o tradicional coro do riff feito pelo público; My God Is the Sun (que foi tocada pela primeira vez no Lollapalooza Brasil); e Smooth Sailing.

A lotação máxima do Espaço das Américas combinada aos pulos dos 7 mil fãs elevaram a temperatura da apresentação. A empolgação era tanta que Josh Homme prometeu (e cumpriu) atender ao coro por Mexicola, música do álbum homônimo de estreia do Queens of the Stone Age, de 1998. “Vamos tocar tudo que vocês quiserem porque vocês merecem, mas a próxima se chama I Sat by the Ocean“, avisou o vocalista.

qotsa-sp-03

I Sat by the Ocean e …Like Clockwork, tiradas do último álbum do QOTSA, serviram para dar uma respirada antes da sequência mais insana do show: Feel Good Hit of the Summer, literalmente o momento mais quente da noite, que ainda teve um pedacinho de Never Let Me Down Again, do Depeche Mode, no meio; The Lost Art of Keeping a Secret, com um coro que cobria a voz de Josh Homme no refrão “Whatever you dooooo, ooo, don’t tell anyone”; If I Had a Tail, a melhor música de …Like Clockwork e um dos momentos mais sexy do show; e a pancada Little Sister.

Rolou uma respirada em Fairweather Friends, seguida pela sensualidade de Make It Wit Chu e voltando cair em I Appear Missing. O que fez muito sentido, já que logo na sequência veio a trinca mais pesada da noite, que antecedeu o bis: a pancadaria de Sick, Sick, Sick; a consagração do Queens of the Stone Age no Brasil, com Mexicola; e o hit Go With the Flow.

Josh Homme, Jon Theodore, Troy Van Leeuwen (guitarra e teclado), Dean Fertita (guitarra e teclado) e Michael Shuman (baixo) não demoraram pra voltar, tocando a oitava música do álbum …Like Clockwork na noite, The Vampyre of Time and Memory.

qotsa-sp-04

Do It Again e A Song for the Dead, com direito a solo de bateria de Jon Theodore, fecharam a noite em que finalmente o Queens of the Stone Age conseguiu fazer uma festa privada para seus fãs brasileiros, que retribuíram o carinho.

Set List

– You Think I Ain’t Worth a Dollar, but I Feel Like a Millionaire
– No One Knows
– My God Is the Sun
– Smooth Sailing
– Monsters in the Parasol
– I’m Designer
– I Sat by the Ocean
– …Like Clockwork
– Feel Good Hit of the Summer (citação de “Never Let Me Down Again”, do Depeche Mode)
– The Lost Art of Keeping a Secret
– If I Had a Tail
– Little Sister
– Fairweather Friends
– Make It Wit Chu
– I Appear Missing
– Sick, Sick, Sick
– Mexicola
– Go With the Flow

Bis

– The Vampyre of Time and Memory
– Do It Again
– A Song for the Dead

[TEXTO Bruno Dias FOTOS Marcos Hermes/Move Concerts/Midiorama]

Be first to comment