O EP de estreia do Rio Shock ganhou as ruas no final do ano passado, mas foi com a chegada da estação mais quente do ano (e bota quente nisso!) que a coisa esquentou e “Moleque Transante” se tornou a trilha sonora do Verão carioca.

Embalada pelas vozes de Dannie e MC Sabará, batidas de funk com influências da dance music dos anos 90 de João Brasil e pela brilhante coreografia de Safadin Dancy, “Moleque Transante” já ultrapassou as 400 mil visualizações no YouTube e colocou o Rio Shock no palco do “Caldeirão do Huck”.

Autor de projetos como o 365mashups e do hit “Baranga”, João Brasil criou o Rio Shock para representar a alma carioca, assim que ele retornou de um período em Londres.

Atração recente do MECA Festival, João Brasil falou ao Urbanaque dos planos de lançar um álbum até a metade do ano e contou um pouco mais sobre seu novo projeto.

Urbanaque – Você se fixou de vez no Rio? Isso que te inspirou a fazer o Rio Shock?
João Brasil – Tem um ano que voltei para o Rio, vim ter a minha filha aqui. Total. A volta me fez querer montar um projeto que expressasse a alma carioca.

Quais são as melhores lembranças que você tem das matinês do Resumo da Ópera? Como elas te ajudaram a pensar o Rio Shock?
Nas matinês do Resumo tocava de tudo, rolava Nirvana, funk carioca, Tecnotronics, Snap, …. era uma misturada total e todo mundo dançava sem parar. O Rio Shock é uma fusão dessas influências, principalmente o Dance / House 90s inglês com o funk carioca dessa época.

Como você chegou até a Dannie e o MC Sabará?
Pedi uma indicação para o Mãozinha, produtor da Anitta, ele me indicou a Dannie, disse que ela era incrível no estúdio e tinha segurado um reveillon de Copacabana no peito com o Marlboro. Não tive dúvidas, chamei ela e ela me indicou o Sabará.

Pra quem não é do Rio, qual é essa pira com a capivara na lagoa? Aliás, explica aquela capivara e aquele pinguim do clipe de “Moleque Transante”.
Haha! Temos uma música chamada “Surreal” que fala sobre a Capivara da Lagoa e o pinguim de Ipanema. O Rio tem um eco-sistema muito louco, temos capivaras na lagoa e de vez em quando aparecem pinguins em Ipanema. O diretor artístico e DJ companheiro do Rio Shock, Filipe Raposo, deu essa ideia de colocar os bichos no vídeo.

Com “Baranga” você tocou no Faustão. Agora com “Moleque Transante” rolou Caldeirão, com direito a elogios do tipo “hit do verão”. Como rolam essas coisas pra você? Não é surreal?
haha! É surreal total. O DJ Maestro Billy, diretor musical do Caldeirão, ouviu Moleque Transante e pirou, fez até um mashup com M.I.A., ele levou a gente lá e o Huck adorou, foi incrível.

O EP saiu pela Som Livre, já pensam num álbum cheio ou vão trabalhar um tempo o EP?
Estamos trabalhando o EP e começando a trabalhar no album cheio, queremos lançar ele antes do meio do ano.

Como são os shows do Rio Shock? Quantos vocês já fizeram e como foi a reação do público?
Os shows foram incríveis, fizemos dois até agora, um no Rider Weekends no Rio de Janeiro e outro no MECA no Sul. O público pirou! Somos cinco no palco: MC Sabará, Dannie (voz), Safadin Dancy (dançarino), Filipe Raposo (Laptop e teclado) e eu (bateria eletrônica, laptop, vocoder e MPC).

O Safadin Dancy é membro fixo do Rio Shock?
Sim. O Safadin é nossa estrela. Sem ele não tem graça. Tocamos no MECA Festival agora no Sul e ele não conseguia ir ao banheiro, tirou foto com o festival inteiro.

Já está preparando alguma coisa especial pro Carnaval?
Estamos com alguns convites para tocar, mas nada ainda muito certo. Estamos trabalhando nas músicas novas.

[TEXTO Bruno Dias]

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