The Cure toca 40 músicas e faz jus a sua história em São Paulo

Se existe um show que merece ser visto atualmente esse é o do The Cure. A banda de Robert Smith não economiza na energia e nas músicas, os 30 mil fãs que lotaram a Arena Anhembi neste sábado (6), em São Paulo, puderam sentir isso em 3h20 de apresentação.

Aos 53 anos, Robert Smith mantém sua voz e atitude intactas. A maquiagem, os cabelos desgrenhados e o olhar penetrante também são os mesmos. No palco, Smith é econômico nas palavras – mandou um ou outro “obrigado”, e só conversou um pouco quando já tinha rolado 1h20 de show -, mas extremamente generoso: foram 40 músicas!

“Open”, “High” e “The End of the World” abriram a noite, que logo na sexta música já teve seu primeiro hit e momento de euforia: “In between days”.

Set longo requer boas dosagens e organização das músicas. Quando o show chegava na metade e o público já começava a perder o foco, três doses de adrenalina foram disparadas “Mint Car”, “Friday I’m in Love” e “Doing the Unstuck”.

E como o público não era formado somente por fãs, mas também de gente que só estava ali pelos hits, “Friday I’m in Love” já mandou algumas pessoas mais cedo pra casa.

A primeira parte do show acabou com “One Hundred Years” e “End”. E após uma pequena pausa, o Cure voltou para o primeiro bis, curtinho, com apenas três canções: “The Kiss”, “If Only Tonight We Could Sleep” e “Fight”.

Um fenômeno interessante aconteceu quando esse bis acabou. Um enorme buraco foi aberto na pista VIP, com a desistência daquela galera (barulhenta e desinteressada) que estava ali na esperança de ver “umas mais conhecidas”.

Com uma hora de show pela frente, Robert Smith voltou para o último ato de 10 músicas que abriu com “Dressing Up” e “The Lovecats”.

“Close to Me” fez a alegria de Robert Smith, que não se aguentou e fez várias dancinhas no palco. E a recompensa dos fãs pelos 17 anos de espera veio nas quatro últimas: “Why Can’t I Be You?”, “Boys Don’t Cry”, “10:15 Saturday Night” e “Killing an Arab”.

Nem precisa dizer que a Arena Anhembi toda cantou e dançou muito quando começou “Boys Don’t Cry”, que deu a última carga de euforia na galera. Em 3h20 de show, o The Cure fez jus a sua história e provou que apresentações longas valem a pena, principalmente quando servem para separar bem o joio do trigo.

Setlist completo do show do The Cure em São Paulo:

Open
High
The End of the World
Lovesong
Push
In Between Days
Just Like Heaven
From the Edge of the Deep Green Sea
Pictures of You
Lullaby
Fascination Street
Sleep When I’m Dead
Play for Today
A Forest
Bananafishbones
Shake Dog Shake
Charlotte Sometimes
The Walk
Mint Car
Friday I’m in Love
Doing the Unstuck
Trust
Want
The Hungry Ghost
Wrong Number
One Hundred Years
End

Encore:

The Kiss
If Only Tonight We Could Sleep
Fight

Encore 2:

Dressing Up
The Lovecats
The Caterpillar
Close to Me
Hot Hot Hot!!!
Let’s Go to Bed
Why Can’t I Be You?
Boys Don’t Cry
10:15 Saturday Night
Killing an Arab

[TEXTO Bruno Dias FOTOS XYZLive/ Reprodução]

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