Wado: “A cada show o disco novo se adensa numa amalgama mais coesa”

Wadopromove na próxima quinta-feira (18) o lançamento de seu sétimo disco de estúdio, Vazio Tropical. O show acontece dentro do projeto Plataforma, no SESC Pompeia, em São Paulo.

O cantor e compositor mostrará as canções do sucessor de Samba 808 (2011), acompanhado por alguns dos músicos que participaram de seu novo trabalho: Marcelo Camelo, Cícero e Momo.

Conversamos com Wado, que falou um pouquinho sobre o álbum Vazio Tropical, parcerias e shows.

Urbanaque – Vazio Tropical saiu em parceria com a Rdio, qual a principal vantagem de fazer um lançamento neste formato? E por que você decidiu usar essa plataforma para lançar o disco?
Wado – Fui premiado pelo festival MPTM [Música Para Todo Mundo, da Oi Música], dai, por consequência o disco fica vinculado à esta plataforma, não sei te dizer ainda as vantagens deste sistema, sou um artista acostumado a ser independente, os orçamentos que tivemos pra realizar o disco foram, com certeza, uma vantagem.

Se compararmos, Vazio Tropical é bem diferente do Samba 808. Por que você optou por essa mudança de um disco para o outro?
Todos os meus discos são radicalmente diferentes entre si, minha voz é o que costura os discos, não é algo muito racional, sigo os instintos, ou tento sublimalos para coisas melhores.

Como rolaram as participações especiais do Vazio Tropical? Momo e Marcelo Camelo são antigos parceiros, mas como Cícero, Gonzalo Deniz e Fred Ferreira entraram nessa história?
Fred foi Camelo que trouxe pro disco, são muito amigos; e Cícero foi Kassin que me apresentou. Gonzalo conheci por intermédio do Daniel, do Constantina, banda muito boa de BH, sou fã destes caras. Todos muito talentosos.

Além de cantar no disco, Marcelo Camelo também assina a produção. Como foi ter o Camelo como produtor? O fato da sonoridade estar mais introspectiva é um dedo dele?
As músicas já iam para este caminho, mas ele com certeza condensou algumas ideias, deixou a coisa mais clara, mais no foco.

Você já levou o show de Vazio Tropical para algumas cidades. Como tem sido a recepção do público?
Tem sido bem boa, as pessoas já cantam algumas das canções novas, mas é uma resposta menos imediata, em show de groove, se tá todo mundo dançando tu tem a resposta que está tudo certo, no show mais introspectivo isso se dilui em reações mais delicadas.

Fale um pouco de como será o show no SESC Pompeia. Você vai tocar o Vazio Tropical na íntegra?
Devemos, mas isso vem muito da resposta das pessoas, devemos tocar tudo ou quase tudo. E temos os convidados, devemos tocar coisas deles. Vai ser bem bonito, a cada show o disco novo se adensa numa amalgama mais coesa.

[TEXTO Bruno Dias FOTO Reprodução]

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