3×140: especial Prince

Os trintões de hoje certamente se lembram da figura exótica de Prince e seus bigodinhos assimétricos, o homem que chegou a rivalizar com Michael Jackson no quesito musical e de excentricidade na virada dos anos 80/90. E nem precisa ser aficionado por música, basta dizer que a trilha-sonora do primeiro filme da franquia Batman foi entregue aos seus cuidados por Tim Burton.

Há algumas semanas atrás o BET Awards homenageou essas duas figuras trazendo cantores da nova e da velha geração para cantar alguns de seus grandes sucessos, e a parte do Bigode, meu amigo…. Janelle Mónae dançando e cantando muito em “Let’s Go Crazy”, Esperanza Spalding derretendo Prince na cadeira numa performance pra lá de sensual de “If I Was Your Girlfriend” , Alicia Keys se arrastando em cima do piano grávida (!) em “Adore”.

Já perdi as contas de quantas vezes vi o vídeo deste tributo. Ai me dei conta de que conhecia muito pouco da obra dele, além do patamar básico que é “Purple Rain” e “When Doves Cry”, e da memória de vivenciar o lançamento de Diamonds and Pearls (1991), a pira The Love Symbol Album (1992) e outros discos esparsos, e fui buscar o fio da meada, lá no comecinho.

Ainda não dei conta de digerir bem o quão genial, vigoroso e inovador o Bigode era (e continua sendo, ainda que hoje tudo isso se restrinja mais ao modo extremamente rentável de conduzir sua carreira sem uma grande gravadora lhe dando suporte), mas três discos se destacaram depois de um fim de semana submerso em seus primeiros álbuns. Segura a bronca:

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Prince (1979) – As três primeiras músicas são avassaladoras. Uma lição de experimentalismo eletrônico e de timbres, swing frenético e groove, muito groove.

Ouça: “I Wanna Be Your Lover”, “Why You Wanna Treat Me So Bad” e “Sexy Dancer”.

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Dirty Mind (1980) – O cara pra posar todo sacana de lencinho, jaqueta de cowboy, peito aberto e tanga tem que entregar um disco com música pra se esfregar, certo?

Ouça: “Uptown”, “Head” e “Do It All Night”.

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Controversy (1981) – No cabelo, muito laquê. Na música, sintetizadores e baterias eletrônicas estridentes berrando aos quatro ventos. Mas sem perder a malemolência.

Ouça: “Sexuality”, “Let’s Work” e “Do Me Baby”.

[TEXTO: Leonardo Dias Pereira IMAGENS: Divulgação]

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